| |


|
Revista Brasileira de Fisioterapia
Volume: 9 - 2005 Número: 2
|
|
|
| Autores: |
|
Karolczak, A. P. B., Vaz, M. A., Freitas, C. R. e Medo, A. R. C.
|
| Resumo: |
|
Introdução: A síndrome do túnel do carpo (STC) é a neuropatia de maior incidência no membro superior e consiste na compressão do nervo mediano no interior do túnel do carpo. Atualmente, essa alteração neuromuscular tem atingido um número de pessoas cada vez maior, principalmente trabalhadores que desempenham atividades de intensa movimentação do punho. Uma série de estudos tem procurado investigar a fisiopatologia, o diagnóstico e o tratamento para a STC. No entanto, os mecanismos neuromusculares envolvidos em seu desenvolvimento ainda não são totalmente compreendidos, o que dificulta um diagnóstico mais sensível e capaz de detectar inclusive a presença de dupla compressão (coluna cervical e túnel do carpo), assim como o tratamento adequado. Objetivos: Em função disso, os objetivos desta revisão de literatura são revisar os principais estudos que descrevem a fisiopatologia da STC, os principais métodos de seu diagnóstico e as principais formas de seu tratamento e apontar possíveis lacunas nessa área de estudo e os aspectos que ainda necessitam de um maior aprofundamento. |
| Palavras-chave: |
|
síndrome do túnel do carpo, fisiopatologia, diagnóstico, tratamento. |
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Simões, N. V. N.
|
| Resumo: |
|
Introdução: Esta revisão da literatura aborda a controvertida temática da relação entre atividade física, lesões desportivas e saúde a partir de uma perspectiva teórica que permite compreender não só a natureza de cada uma dessas três categorias como também os tipos de associações estabelecidas entre elas.
Conclusão: A introdução desse assunto é útil a fisioterapeutas, professores de Educação Física, dirigentes técnicos e atletas por trazer informações pertinentes para ajudar a resolver problemas próprios da área de atuação, com destaque para os males advindos dos danos desportivos ocorridos durante a prática de atividade física, mesmo que o objetivo desta seja obter a saúde. |
| Palavras-chave: |
|
atividade física, lesão desportiva, saúde, prevenção, cuidados. |
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Sampaio, R. F., Mancini, M. C., Gonçalves, G, G. P., Bittencourt, N. F. N., Miranda, A. D. e Fonseca, S. T.
|
| Resumo: |
|
Introdução: A Organização Mundial de Saúde publicou a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), em 2001, que reflete a mudança de uma abordagem baseada na doença para enfatizar a funcionalidade como um componente da saúde. Objetivo: Analisar a aplicabilidade clínica desse modelo e a importância da CIF para o fisioterapeuta brasileiro. Método: Avaliação fisioterapêutica de três pacientes com lombalgia crônica, no contexto da CIF. Resultados: O paciente A relatou dor em grau três, prejudicando a qualidade do sono e algumas atividades de vida diária, não apresentou restrição na participação social e encontrava-se levemente satisfeito com a vida. O indivíduo B relatou dor graduada como quatro, chegando a nove no trabalho, limitação na participação social, principalmente restrições ao lazer, e mostrou-se levemente insatisfeito com a vida. O indivíduo C apresentou dor constante e de grau cinco, a lombalgia impactava negativamente seu trabalho e lazer. Este indivíduo mostrou-se extremamente insatisfeito com sua vida. Conclusão: O estudo mostrou que uma mesma patologia diagnosticada em diferentes indivíduos não causará necessariamente as mesmas repercussões funcionais, daí a necessidade de os profissionais envolvidos na reabilitação centrarem suas avaliações e intervenções no paciente, baseando-se no modelo da CIF como ferramenta para a descrição e a classificação de todo o processo saúde-doença. |
| Palavras-chave: |
|
Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), fisioterapia, lombalgia crônica. |
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Campos, T. F., Petrone, K. C. O., Navega, M. T., Renner, A. F. e Mattiello-Rosa, S. M.
|
| Resumo: |
|
Contexto: O ombro é a região mais comprometida nos jogadores de pólo aquático. As lesões que ocorrem têm como fator predisponente um desequilíbrio entre os músculos do manguito rotador durante o arremesso, principalmente pela sobrecarga excêntrica.Objetivo: Analisar os valores de pico de torque concêntrico e excêntrico e a relação de torque entre os movimentos de rotações lateral e medial do ombro, nos membros de arremesso e contralateral, em atletas do pólo aquático.Método: Participaram deste estudo 12 atletas de pólo aquático do sexo masculino e com idade média de 20,8 ± 1,7 anos. O teste isocinético foi realizado no modo concêntrico e excêntrico, no dinamômetro BiodexII®, nas velocidades de 60°/s e 150°/s. Os dados foram analisados por meio do teste t de Student, com nível de significância p < 0,05.Resultados: Os valores encontrados mostraram que houve diferenças estatísticas no pico de torque dos músculos rotadores mediais para ambos os membros em ambas as velocidades na contração concêntrica. Na contração excêntrica houve diferenças estatísticas apenas para o membro de arremesso em ambas as velocidades, sendo maiores para os músculos raladores mediais. Na relação entre o pico de torque dos músculos rotadores laterais e mediais houve diferença significativa na contração excêntrica, em ambos os membros, apenas na velocidade de 60°/s.Conclusão: Os resultados apontaram desequilíbrio muscular nas contrações concêntrica e excêntrica entre pares de músculos do manguito rotador, no ombro de jogadores de pólo aquático, sendo mais evidenciado na contração excêntrica, principalmente no membro de arremesso. |
| Palavras-chave: |
|
ombro, isocinético, manguito rotador, pólo aquático. |
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Kawakami, L., Martins, A. L. P., Jamami, M. e Costa, D.
|
| Resumo: |
|
Contexto: A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) acarreta déficits físicos e funcionais, podendo influenciar na qualidade de vida dos pacientes, e os fatores de co-morbidade podem potencializá-los.
Objetivos: Avaliar a existência de fatores de co-morbidade na qualidade de vida dos pneumopatas.
Métodos: Foram aplicados dois questionários, de qualidade de vida Short-Form 36 e de co-morbidades, em 63 pacientes portadores de DPOC, detectada pela espirometria, e em 10 voluntários sem problemas respiratórios (grupo-controle).
Resultados: Constatou-se que os pacientes com DPOC apresentavam maior número de co-morbidades que os do grupo-controle. As doenças mais freqüentes encontradas foram a insônia e a hipertensão arterial sistêmica, sendo que a maioria dos pacientes com DPOC apresentava mais de uma co-morbidade (84%) e quanto maior o número de co-morbidades pior era a qualidade de vida.
Conclusão: A co-morbidade é um fator relevante na qualidade de vida dos pacientes com DPOC. |
| Palavras-chave: |
|
co-morbidade, qualidade de vida, doença pulmonar obstrutiva crônica. |
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Lemos, A., Caminha, M. A., Melo Jr., E. F. e Dornelas de Andrade, A.
|
| Resumo: |
|
Contexto: Durante a gravidez, o sistema respiratório sofre adaptações importantes que são responsáveis pelas alterações nos volumes e nas capacidades pulmonares. Acredita-se que, com o crescimento uterino, as modificações na posição de repouso do diafragma e na configuração da parede torácica interfiram na força dos músculos respiratórios inspiratórios e expiratórios.
Objetivo: Este estudo visa a correlacionar os valores de volume corrente, volume minuto e a presença de dispnéia pós-esforço com a pressão inspiratória máxima (PImáx) e correlacionar a diástase dos músculos retos abdominais (DMRA) com a pressão expiratória máxima (PE máx ) durante o terceiro trimestre de gestação.
Método: Foram estudadas 10 mulheres primíparas entre a 28ª e a 38ª semana de gestação, com faixa etária de 16 a 35 anos, índice de massa corpórea abaixo de 40 kg/m2 e sem histórico de doença pulmonar.
Conclusão: Este estudo mostrou que as mudanças fisiológicas ocorridas no sistema respiratório durante o terceiro trimestre de gestação não ocasionaram alterações nos mecanismos das forças musculares inspiratória e expiratória. O estudo não encontrou correlações significativas entre as variáveis estudadas. |
| Palavras-chave: |
|
pressão expiratória máxima, pressão inspiratória máxima, dispnéia gestacional, diástase dos retos abdominais. |
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Takahashi, A C. M., Novais, L. D., Silva, E., Sakabe, D. I., Oliveira, L., Milan, L. A., Darezzo, F. e Catai, A. M.
|
| Resumo: |
|
Objetivo: (a) Avaliar a freqüência cardíaca (FC) e sua variabilidade (VFC) em repouso e durante teste de exercício físico dinâmico descontínuo tipo degrau (TEFDD-d) em homens saudáveis sedentários (SS) e infartados ativos (IA); (b) determinar e comparar o limiar de anaerobiose (LA) dos grupos estudados. Metodologia: Foram estudados 10 SS (52,5 anos) e 6 IA (59,2 anos) em repouso nas posições supino e sentado e em TEFDD-d realizado em cicloergômetro, iniciando na potência de 25 Watts (W) para os SS e em 15 W para os IA, com incrementos de 10 W, e após dois níveis de potência com decréscimo de 5 W e acréscimo de 5 W. A FC (bpm) e os intervalos R-R (iR-R) em ms foram captados batimento a batimento em repouso e em TEFDD-d. Foram calculados os índices RMSSD dos iR-R e a FC média das condições de repouso e do trecho estável de cada nível de potência. O LA foi determinado aplicando o modelo semiparamétrico aos dados de FC. Os testes estatísticos utilizados foram Wilcoxon, Mann Whitney e Friedmann, nível de significância p > 0,05.
Resultados: Em repouso os valores de RMSSD dos iR-R e da FC não atingiram diferenças estatísticas significativas entre os grupos, já os SS apresentaram diferenças significativas nos valores de FC durante a mudança postura!. No nível da potência do LA ambos os grupos não apresentaram reduções significativas da VFC em comparação com 25 W.
Conclusão: Nossos resultados sugerem que a atividade física regular realizada pelos IA contribuiu para manter tanto a capacidade aeróbia como a modulação autonômica da FC similares a dos SS. |
| Palavras-chave: |
|
limiar de anaerobiose, freqüência cardíaca, variabilidade da freqüência cardíaca, doença coronariana, infarto do miocárdio, exercício físico. |
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Barata, V. F., Gastaldi, A. C., Mayer, A. F. e Sologuren, M. J. J.
|
| Resumo: |
|
Objetivo: O objetivo deste estudo foi comparar as distâncias percorridas por idosos brasileiros no teste de caminhada de seis minutos (TC6) com as distâncias previstas pelas equações de Enright & Sherrill9 de Troosters et al.10 e de Enright et al.8.Método: 38 idosos saudáveis com idade entre 64 e 82 anos realizaram o TC6 duas vezes. A pressão arterial, as freqüências cardíaca e respiratória e a saturação de oxigênio foram mensuradas antes e ao final do teste. A análise estatística empregou o coeficiente de correlação de Pearson, sendo considerado significativo p < 0,05.Resultados: Os homens percorreram uma distância de 410,5 metros e as mulheres, de 371,0 metros. As distâncias previstas pelas equações de Enright & Sherrill 9 e Troosters et al.10 correlacionaram-se com as distâncias caminhadas pelas mulheres (r = 0,7), não apresentando correlação estatisticamente significativa com as distâncias percorridas pelos homens. As distâncias previstas pela equação de Enright et al.8 correlacionaram-se com as distâncias percorridas por homens (r = 0,6) e mulheres (r = 0,7).Conclusões: Os resultados demonstram que houve grande variação entre as distâncias percorridas por idosos brasileiros e as previstas pelas equações, sendo necessária a realização de estudos adicionais para confirmar a aplicabilidade dessas equações para a população idosa brasileira. |
| Palavras-chave: |
|
teste de caminhada de seis minutos, idosos, saudáveis. |
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Cancelliero, K. M., Dias, C. K. N., Silva, C. A. e Guirro, R. R. J.
|
| Resumo: |
|
Objetivo: Aplicar dois tipos de órteses (posição neutra e flexão plantar do tornozelo) em diferentes períodos (3 e 7 dias) e avaliar o glicogênio (GLI) e o peso muscular.
Método: Ratos machos adultos Wistar foram divididos em 5 grupos (n = 6): controle (C), imobilizado em posição neutra por 3 dias (IPN3), imobilizado em flexão plantar por 3 dias (IFP3), imobilizado em posição neutra por 7 dias (IPN7) e imobilizado em flexão plantar por 7 dias (IFP7). Após os períodos, os animais foram sacrificados e os músculos sóleo (S), gastrocnêmio branco (GB) e vermelho (GV), extensor longo dos dedos (ELD) e tibial anterior (TA) foram coletados para análise do GLI, além da avaliação do peso do S e ELD. A análise estatística constou da ANOVA e do teste t (p 0,05).
Resultados: A imobilização por 3 dias promoveu redução no GLI, tanto no grupo IPN3 (10,5% S, 34,8% GB, 14,6% GV, 38,9% ELD e 45,2% TA) quanto no IFP3 (44,7% S, 10,9% GB, 19,5% GV, 33,3% ELD e 6,4% TA). A redução também foi observada nos grupos IPN7 (31,6% S, 56,5% GB, 39% GV, 41,7% ELD e 38,7% TA) e IFP7 (65,8% S, 32,6% GB, 41,5% GV, 41,7% ELD e 51,6% TA). O peso muscular diminuiu estatisticamente no S dos grupos IPN7 (34%) e IFP7 (38%) e no ELD dos grupos IPN3 (20%) e IPN7 (27%).
Conclusão: A imobilização mostrou-se efetiva em promover alterações metabólicas diferenciadas pela posição articular e pelo período, além de sugerir sua aplicabilidade em outros estudos com técnicas fisioterapêuticas. |
| Palavras-chave: |
|
imobilização, glicogênio, músculo esquelético. |
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Petermann, C. E. D., Cancelliero, K. M. e Silva, C. A.
|
| Resumo: |
|
Objetivo: Avaliar se o tratamento com nifedipina interfere nas reservas musculares de glicogênio que são alteradas pela imobilização (IM) de membro posterior de ratos. Método: 24 ratos Wistar machos foram divididos em 4 grupos: controle, controle tratado com nifedipina (NI, via oral, sonda orogástrica 1 mg/kg), imobilizado (posição neutra do tornozelo) e imobilizado tratado com nifedipina, durante 7 dias. Após o período experimental, o conteúdo de glicogênio muscular (GLI) dos músculos sóleo (S), gastrocnêmios branco (GB) e vermelho (GV), extensor longo dos dedos (ELD) e tibial anterior (TA) foi avaliado pelo método do fenol sulfúrico, além do peso do S e ELD. Os dados foram analisados com o ANOVA (two way) seguido do teste de "t" (p < 0,05). Resultados: A IM promoveu redução no GLI (31,6% no S; 56,6% no GB; 39% no OV; 41,7% no ELD e 45,2% no TA). No grupo-controle, a NI promoveu elevação do GLI somente no S (31 %), por outro lado, no grupo imobilizado a elevação foi significativa no GLI dos músculos S (119%), GB (70%), GV (84%) e TA (41%). Cabe ressaltar que o tratamento não impediu a perda de peso induzida pela IM. Conclusão: O tratamento com a nifedipina propiciou melhora nas reservas energéticas do músculo imobilizado, sugerindo interferência nas alterações calcêmicas desencadeadas concomitantemente com o processo de atrofia. |
| Palavras-chave: |
|
imobilização, músculo esquelético, nifedipina, glicogênio. |
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Polachini, L. O., Fusazaki, L., Tamaso, M., Tellini, G. G. e Masiero, D.
|
| Resumo: |
|
Contexto: Apesar de não haver um consenso na literatura, os transtornos de flexibilidade podem ser associados ao desenvolvimento de lesões musculares e a alterações articulares e/ou posturais, além de comprometerem atividades desportivas ou da vida diária. A existência de diferentes sistemas e protocolos de avaliação do comprimento e da flexibilidade da musculatura posterior da coxa, com interferências e facilidades operacionais distintas, justifica uma verificação da concordância entre essas técnicas diagnósticas. Objetivos: Verificar a concordância das respostas do teste de elevação da perna estendida, do teste de sente-alcance e da medida do ângulo poplíteo e comparar os resultados obtidos entre os gêneros e dominância de membros inferiores. Método: A flexibilidade da musculatura posterior da coxa foi avaliada em 60 voluntários (30 homens e 30 mulheres), com idade entre 18 e 30 anos, com protocolos definidos para os três testes. Resultados: A concordância entre os três testes foi evidenciada por coeficientes de correlação variando de 0,626 a 0,977 (p < 0,01) e ausência de diferença estatística no teste de McNemmar. A comparação entre os gêneros mostrou constância de desempenho superior nas mulheres. Apenas no teste de ângulo poplíteo em homens foi obtida diferença entre a lateralidade de dominância de membros (155º no membro dominante vs. 152º no sem dominância). Conclusão: Esses dados permitem concluir que há concordância nas respostas dos testes estudados quanto à avaliação da flexibilidade da musculatura posterior da coxa, com desempenho melhor para as mulheres, que apresentaram maior flexibilidade na faixa etária estudada. |
| Palavras-chave: |
|
flexibilidade, isquiotibiais, ângulo poplíteo, teste de sente-alcance, teste de elevação da perna. |
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Sarraf, T. A., Dezan, V. R. e Rodacki, A. L. F.
|
| Resumo: |
|
Objetivos: O objetivo deste estudo foi
determinar a concordância entre avaliadores nas medidas de análise
subjetiva de comprimento músculo-tendíneo dos flexores uni e
biarticulares do quadril durante a realização do teste de Thomas. Este
estudo também objetivou comparar o diagnóstico qualitativo em relação
ao diagnóstico quantitativo fotográfico e testar a reprodutibilidade do
método fotográfico. Métodos: Foram fotografados 15 sujeitos nas
posições inicial e final do teste de Thomas. Imediatamente após o
teste, os sujeitos foram novamente fotografados mais duas vezes, a fim
de gerar três conjuntos de dados. Dessa forma, um total de 90
fotografias foram obtidas para a determinação da reprodutibilidade do
teste. Um conjunto de 30 fotografias (15 em posição inicial e 15 em
posição final) foram selecionadas aleatoriamente e apresentadas a 16
avaliadores experientes. Resultados: Foi observada baixa
concordância entre avaliadores nas avaliações subjetivas para
comprimento músculo-tendíneo dos flexores uni e biarticulares do
quadril. A análise da avaliação subjetiva demonstrou problemas para
diferenciar indivíduos com comprimento músculo-tendíneo normal daqueles
com leve encurtamento (p > 0,05). Em contrapartida, a avaliação
objetiva demonstrou alta reprodutibilidade entre as sessões (α = 0,96)
e baixo erro absoluto (0,72°) para os flexores uniarticulares do
quadril. Os flexores biarticulares do quadril também demonstraram alta
reprodutibilidade (α = 0,95) e baixo erro absoluto (1,4º). Conclusões:
Sugere-se que os procedimentos objetivos sejam preferidos para a
determinação do comprimento músculo-tendíneo dos flexores uni e
biarticulares do quadril no teste de Thomas pela alta reprodutibilidade
e baixo erro de medidas apresentados em comparação às abordagens
subjetivas. |
| Palavras-chave: |
|
teste de Thomas, flexores do quadril, comprimento músculo-tendíneo. |
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Silva, E. C., Shimano, A. C., Neder, L., Rossi, A. C. e Martinez, J. A. B.
|
| Resumo: |
|
Introdução e Objetivos: Corticosteróides sistêmicos em altas doses podem causar miopatia metabólica. O objetivo deste estudo foi avaliar, por meio de ensaios de tração, os efeitos da miopatia induzida por corticosteróides nas propriedades mecânicas do músculo gastrocnêmio medial de coelhos.Material e Métodos: Foram estudados dois grupos de 15 coelhas da raça Nova Zelândia: grupo experimental (GE), que recebeu injeções subcutâneas de metil-prednisolona (2 mg/kg/dia), e grupo-controle (GC), que recebeu solução fisiológica por via subcutânea. Os grupos foram tratados por 21 dias. Foram feitos ensaios de tração nos músculos gastrocnêmios mediais esquerdos.Resultados: O peso final dos animais do GE foi 3,6 ± 0,1 kg e do GC, 4,0 ± 0, 1 kg. O peso final do gastrocnêmio do GE foi 5,6 ± 1,0 g e do GC, 7,0 ± 1,3 g. Os valores de área, largura e espessura do gastrocnêmio do GE foram 2,4 ± 0,1 x 10-4 m2, 21,7 ± 05 mm e 5,4 ± 0,3 mm e do GC, 2,8 ± 0,2 x 10-4 m2, 24,1 ± 0,6 mm e 6,7 ± 0,2 mm. Os valores da carga máxima e de carga e deformação no limite de proporcionalidade e rigidez dos gastrocnêmios não diferiram entre os grupos. A deformação máxima do GOE foi de 25,6 ± 1,7 x 10-3 m e do GC, de 32,3 ± 34,5 x 10-3 m (p = 0,012).Conclusão: Metilprednisolona sistêmica não causou alterações das propriedades mecânicas musculares da fase elástica, embora tenha levado à redução significativa do limite máximo de deformação na fase plástica. |
| Palavras-chave: |
|
corticosteróides, miopatia, biomecânica, ensaio de tração. |
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Sirol, F. N., Sakabe, D. I., Catai, A. M., Milan, L. A., Martins, L. E. B. e Silva, E.
|
| Resumo: |
|
Objetivo: Avaliar se protocolos individualizados do tipo rampa podem ser melhor que os do tipo degrau na determinação do limiar de anaerobiose (LA).
Método: 10 homens de meia idade (54 ± 3,25 anos) saudáveis e sedentários foram submetidos a 2 testes de exercício físico dinâmico em cicloergômetro de frenagem eletromagnética (Quinton Corival 400). O primeiro teste foi contínuo do tipo rampa (TC-R), com incrementos de 15 W/min, até a exaustão física. O segundo teste foi descontínuo do tipo degrau (TD-D). A freqüência cardíaca (FC) foi captada batimento a batimento e as variáveis ventilatórias e metabólicas, respiração a respiração, em tempo real. No TC-R o LA foi determinado pela metodologia visual (média de 3 observadores) de análise das variáveis ventilatórias e metabólicas. Para determinação do LA no TD-D foi aplicado o modelo matemático e estatístico semiparamétrico ao conjunto de dados da FC. Análise estatística: Teste de Wilcoxon para amostras pareadas com nível de significância α = 5%.
Resultados: Foi observada diferença estatisticamente significativa (p < 0,05) entre os valores de potência no LA determinado no TC-R (66,5 W) e no TD-D (45 W). Os valores de FC não foram estatisticamente diferentes (p > 0,05) entre os 2 protocolos.
Conclusões: Nossos dados mostram que no protocolo com cargas descontínuas, os voluntários atingem o LA em níveis de potência inferiores, porém com resposta do trabalho cardíaco similar à do exercício realizado com protocolo contínuo do tipo rampa. Isso sugere que a carga de trabalho durante o treinamento físico para esses voluntários deve ser a do protocolo descontínuo.
|
| Palavras-chave: |
|
freqüência cardíaca, limiar de anaerobiose, exercício dinâmico. |
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Souza d’ Ávila, L., Fraga Sousa, G. A. e Sampaio, R. F.
|
| Resumo: |
|
Objetivo: Estimar a prevalência de desordens musculoesqueléticas relacionadas ao trabalho (DMRT) em fisioterapeutas da Rede Hospitalar SUS-BH e os possíveis fatores de risco associados. Métodos: Estudo transversal realizado com os fisioterapeutas da Rede Hospitalar SUS-BH. Para a coleta de dados foi utilizado um questionário auto-aplicável com 31 questões divididas em 4 partes: dados pessoais, características profissionais, percepção de DMRT e estratégias de prevenção. Resultados: do total de respondentes (n = 213), 71 % relataram já ter sentido dor musculoesquelética constante ou intermitente, com tempo de persistência de 3 a 7 dias em 63% dos casos. A coluna lombar foi apontada como área afetada pela dor em 59% das queixas, seguida pela região cervical (55%). Tratar grande número de pacientes em um mesmo dia e levantar ou transferir pacientes dependentes foram os fatores de risco associados à ocorrência de DMRT mais citados, estando relacionados à queixa de dor lombar (p < 0,05). Além disso, os resultados mostraram uma associação da queixa de DMRT com a não realização de atividade física regular (p < 0,05) e trabalhar em contato direto com os pacientes por mais de 8 horas diárias (p < 0,05). As variáveis sexo, idade, tempo de exercício da profissão, existência de outro emprego e realização de medidas preventivas não mostraram associação com a queixa de DMRT. Conclusão: A prática em fisioterapia pode desencadear grande sobrecarga física e emocional ao profissional, podendo gerar prejuízos a sua saúde. Espera-se que este estudo contribua para a construção do perfil ocupacional dos fisioterapeutas da rede hospitalar, favorecendo a implementação de estratégias preventivas e melhores condições de trabalho. |
| Palavras-chave: |
|
fisioterapia, desordens musculoesqueléticas, saúde do trabalhador. |
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Teixeira-Salmela, L. F., Lima, R. C. M., Lima, L. A. O., Morais, S. G. e Goulart, F.
|
| Resumo: |
|
Contexto: É bem documentado que hemiplégicos apresentam assimetria, fraqueza muscular e baixa tolerância ao exercício. Tradicionalmente, programas de reabilitação procuram focar a melhora da simetria corporal como objetivo do tratamento, entretanto, os ganhos funcionais que isso representa não são bem estabelecidos. Objetivo: Avaliar os comportamentos da simetria e do desempenho funcional e a relação entre o grau de assimetria e de desempenho funcional antes e após o treinamento de hemiplégicos utilizando a musculação e o condicionamento aeróbio. Métodos: Trinta participantes com média de idade de 56,36 ± 10,86 anos e tempo de evolução pós-AVC variando de 1 a 14 anos foram avaliados antes e após o treinamento. As medidas de simetria foram obtidas em ortostatismo, durante o movimento de passar de sentado para de pé e durante a marcha pelo Balance Master, enquanto o desempenho funcional foi avaliado por meio da velocidade natural da marcha e da habilidade para subir escadas. Estatística descritiva, testes de normalidade, testes t pareados e coeficientes de correlação de Pearson foram utilizados para essa análise. Resultados: Após o treinamento, melhoras significativas foram observadas apenas nas medidas de desempenho funcional (p < 0,001), sem alteração significativa de nenhum dos valores de simetria. Além disso, não foram observadas correlações significativas entre as variáveis funcionais e de simetria (r = 0,12 - 0,27). Conclusões: Os achados indicaram que medidas de simetria não se mostraram sensíveis para demonstrar mudanças associadas ao treinamento, sugerindo que esse parâmetro pode não ser um desfecho relevante no processo de reabilitação para obter ganhos funcionais em hemiplégicos crônicos. |
| Palavras-chave: |
|
hemiplegia, simetria, desempenho funcional, academia. |
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Fernandes, K. C. B. G., Polacow, M. L. O., Guirro, R. R. J., Campos, G. E. R., Somazz, M. C., Pinto, V. F., Fuentes, C. B. e Teodori, R. M.
|
| Resumo: |
|
Introdução: A estimulação elétrica muscular tem sido empregada após lesão nervosa periférica com o objetivo de minimizar a atrofia e a fraqueza muscular. Experimentos têm demonstrado que há plasticidade nas fibras musculares, sendo o músculo capaz de sofrer adaptações ante fatores como a desnervação e a estimulação elétrica. Objetivo: Analisar a influência da estimulação elétrica sobre o perfil morfométrico do músculo sóleo de ratos desnervado por esmagamento do nervo isquiático. Método: Foram utilizados 18 ratos Wistar (196,86 g ± 33,67) divididos em 3 grupos (n = 6): desnervado + estimulação elétrica (DEE); desnervado (D); e controle (C). Vinte e quatro horas após o esmagamento do nervo iniciou-se a estimulação elétrica muscular no grupo DEE (i = 5 mA, Fase = 3 ms, f = 10Hz) por 30 minutos, durante 20 dias consecutivos. O músculo sóleo foi retirado para análise morfométrica. Resultados: A área média de secção transversa das fibras musculares do grupo C foi de 1.035 1035 µm2 ± 210, no grupo D foi de 375 µm2 ± 65 e no grupo DEE, de 600 µm2 ± 126 (p ≤ 0,05). A densidade de área do tecido conjuntivo foi significativamente menor (p ≤ 0,05) no grupo DEE (16,61 % ± 3,68) em relação ao D (34,49% ± 4,32), sendo que ambos os grupos apresentaram valores maiores que o grupo C (9,55% ± 2,62). A densidade de área das fibras do músculo sóleo foi significativamente maior (p ≤ 0,05) no grupo DEE (83,37% ± 3,68) quando comparada ao grupo D (65,49% ± 4,32). A estimulação elétrica de baixa freqüência minimizou a atrofia das fibras musculares e a proliferação de tecido conjuntivo no músculo desnervado. |
| Palavras-chave: |
|
Fisioterapia, estimulação elétrica, baixa freqüência, desnervação muscular, plasticidade muscular, morfometria. |
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Garcia, L. B. e Guirro, E. C. O.
|
| Resumo: |
|
Contextualização: O câncer de mama constitui a primeira causa de morte entre as mulheres. Após tratamento cirúrgico (mastectomia) podem ocorrer algumas complicações, dentre elas o linfedema no membro homolateral à cirurgia. Objetivo: Analisar os efeitos da corrente de alta voltagem (CAV) no linfedema de membro superior em mulheres submetidas à mastectomia. Método: Foram selecionadas 15 voluntárias com idade entre 40 e 65 anos (51,13 ± 9,08) com mastectomia unilateral e apresentando como principal seqüela pós-cirúrgica o linfedema secundário. O protocolo de tratamento constituiu da aplicação de CAV por 20 minutos, no membro afetado, durante 7 semanas, totalizando 14 sessões. A evolução do tratamento foi analisada pela perimetria (em seis pontos distintos: A, B, C, D, E, F) e pela volumetria pré e pós-tratamento, além da análise de severidade do linfedema. Resultados: Os resultados da perimetria do membro afetado [ponto A (20,33 cm ± 1,59 e 18,90 cm ± 1,48), ponto B (23,80 cm ± 1,64 e 22,30 ± 1,69), ponto C (26,13 cm ± 3,79 e 26,50 ± 3,45), ponto D (29,63 cm ± 3,76 e 27,93 ± 3,35), ponto E (32,90 cm ± 5,11 e 30,90 cm ± 4,54), ponto F (34,27 cm ± 5,28 e 32,17 cm ± 4,96)] e da volumetria (2,18 L ± 0,96 e 1,99 L ± 0,88) foram significativos (p < 0,05) quando comparados aos membros-controle. A redução em 4,35% da severidade do linfedema também foi significativa (p < 0,05). Conclusões: Os resultados do estudo demonstram efetividade na redução do linfedema com o protocolo aplicado. |
| Palavras-chave: |
|
eletroestimulação, alta voltagem, mastectomia, linfedema. |
|
|
|
|
|