| |


|
Revista Brasileira de Fisioterapia
Volume: 9 - 2005 Número: 1
|
|
|
| Autores: |
|
Oliveira, A. S., Guaratini, M.I. e Castro, C. E. S.
|
| Resumo: |
|
Contexto: A iontoforese é uma técnica não invasiva de administração de agentes iônicos terapêuticos que utiliza corrente elétrica para prover uma maneira controlada de aumentar a transferência.
Objetivo: Apresentar uma perspectiva histórica e os principais fundamentos teóricos envolvidos na transferência por iontoforese, a fim de incentivar o fisioterapeuta à prática racional e à investigação científica.
Métodos: O artigo foi elaborado como uma revisão da literatura relativa aos fundamentos para iontoforese. Resultados: São descritos os termos relativos à instrumentação, os mecanismos de transferência, a estimativa de penetração iônica e os principais fatores que influenciam a técnica.
Conclusão: A iontoforese constitui uma alternativa para potencializar a transferência de substâncias ionizáveis, garantindo níveis de concentração superiores à difusão passiva não facilitada pela corrente elétrica, suficientes para desencadear os efeitos terapêuticos desejados.
|
| Palavras-chave: |
|
iontoforese, fisioterapia, aplicação medicamentosa transdermal. |
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Kirkwood, R. N., Culham, E. G. e Costigan, P.
|
| Resumo: |
|
Contexto: O exercício com o step é uma atividade aeróbica normalmente indicada em programas de reabilitação para idosos. O efeito biomecânico desse exercício nas articulações do quadril e do joelho de pessoas idosas ainda não foi estudado.
Objetivo: Quantificar a cinemática e a cinética do quadril e do joelho em três dimensões durante a atividade de step em participantes acima de 55 anos de idade.
Método: Dados de 9 participantes (média de 64,8 anos) foram coletados. Os dados foram obtidos por meio do sistema Optotrak acoplado a uma plataforma de força e de raios-X padronizados para determinar com precisão os centros de rotação das articulações e dados antropométricos. A altura do step era de 16 cm e estava localizado em frente à plataforma de força.
Resultados: As articulações de quadril e joelho geraram maiores momentos internos de força abdutora de 0,66 Nm/kg e 0,29 Nm/ kg, respectivamente. O trabalho total realizado pelo quadril foi de 0,257 J/kg e pelo joelho, de 0,180 J/kg. Desse.total, 74% do trabalho do quadril e 94,4% do joelho foram realizados no plano sagital. Na articulação do quadril também foi observado um trabalho considerável no plano frontal (24%).
Conclusões: Nossos resultados sugerem que a atividade com step exige mais da articulação do quadril. Essas informações são importantes, pois permitem o desenvolvimento de programas específicos na reabilitação e mesmo na prevenção de patologias em idosos. O conhecimento da cinemática e da cinética de atividades como o step pode ajudar a clínicos e fisioterapeutas a entenderem melhor a biomecânica de cada articulação do membro inferior. |
| Palavras-chave: |
|
biomecânica, step, articulação do quadril, articulação do joelho, idosos, atividade física. |
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Maciel, A. C. C. e Guerra, R. O.
|
| Resumo: |
|
Contexto: Alterações na mobilidade são problemas comuns entre os idosos, as quais levam à limitação na realização das atividades da vida diária. Neste contexto, a intervenção fisioterapêutica objetiva melhorar a funcionalidade e controle da deambulação, suficiente para tornar o idoso seguro e que lhe permita independência. Porém, para que ocorra uma intervenção precisa e eficaz, é necessário conhecer os idosos que são mais vulneráveis e quais os fatores que estão associados àquelas alterações.
Objetivo: Analisar a influência de fatores sociodemográficos, físicos e mentais sobre a mobilidade de idosos residentes no município de Santa Cruz, RN, Brasil. Metodologia: A amostra foi constituída de 310 idosos, aos quais foi aplicado teste "timed get up and go". A análise estatística foi feita mediante o teste do Qui-quadrado de Pearson, na análise bivariada, seguida de regressão logística binária na análise multivariada, com a respectiva odds ratio (OR).
Resultados: Encontrou-se uma prevalência de 53,9% de idosos com alteração da mobilidade, e na análise multivariada verificou-se associação com a idade acima de 75 anos (p = 0,000), má percepção de saúde (p = 0,006) e o déficit cognitivo (p = 0,018).
Conclusão: Conclui-se que a identificação de fatores associados aos distúrbios da marcha é de fundamental importância para o planejamento da atuação fisioterapêutica.
|
| Palavras-chave: |
|
idoso, mobilidade, envelhecimento, comunidade. |
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Coertjens, P. C., Coertjens, M., Bemardes, C., Prati, F. A. de M. e Sá, S. L. R. de
|
| Resumo: |
|
Contexto: O ultra-som é um exemplo de
recurso utilizado pelos fisioterapeutas para obtenção de analgesia em
diversos casos de reabilitação. Entretanto, na literatura não há um
consenso quanto à real eficácia desse tipo de procedimento no processo
reabilitativo. Não foram encontrados relatos da utilização desse
recurso no tratamento de pacientes cardíacos pós-operatórios. Objetivo:
Verificar a eficácia da ultra-sonoterapia na diminuição dos níveis de
dor e do tempo de permanência pós-operatório durante a reabilitação de
pacientes que realizaram revascularização do miocárdio por meio da
abordagem de esternotomia mediana. Método: A amostra foi composta por
oito pacientes divididos em dois grupos: Tratamento e Placebo, cujo
tratamento de reabilitação consistiu de 5 procedimentos de
ultra-sonoterapia em modo pulsado, com freqüência de 3 MHz, intensidade
de 0,2 W/cm2 regime de pulso a 20%, durante 5 minutos por
sessão, duas vezes por dia. Foram avaliados os níveis de dor por meio
da escala de Borg para dor CR10, após o 1º, 3º e 5º procedimentos, nas
situações de repouso e movimento, além do tempo de permanência no
pós-operatório. Os dados foram analisados por meio da estatística
descritiva e do teste de comparação de médias Mann-Whithey (Wilcoxon W). Resultados:
Foram encontrados menores níveis de dor em repouso, em movimento e no
tempo de permanência pós-operatório (dias) no grupo Tratamento (6 ±
0,81) em comparação com o grupo Placebo (7 ± 0,81), sem apresentarem
diferenças estatisticamente significativas (p > 0,05). Conclusões:
Mesmo não sendo significativas, as diferenças encontradas podem
representar relativa diminuição nos custos hospitalares, assim como
aumento na qualidade de vida dos pacientes esternotomizados. |
| Palavras-chave: |
|
terapia por ultra-som, dor, revascularização miocárdica, cirurgia, reabilitação, avaliação. |
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Martins, A. L. P., Jamami, M. e Costa, D.
|
| Resumo: |
|
Objetivo: Analisar amostras de muco brônquico de pacientes com hipersecreção brônquica submetidos à higiene brônquica (HB), sendo avaliadas as propriedades reológicas, o volume expectorado e o índice de purulência (IP) do muco. Método: O protocolo de HB constou de inalação, drenagem postural, tapotagem, aumento do fluxo expiratório e uso do aparelho Flutter®. Foi coletado muco expectorado de 9 pacientes antes e após cada sessão de HB. O muco coletado foi conservado a -20ºC. As medidas reológicas foram realizadas no reômetro Dynamic Stress Rheometer AR1000N, com a ferramenta placa paralela, deformação constante de 0,01 Pa, na faixa de freqüência de 1 a 20 Hz, a 37ºC. Foram obtidos valores de G’ (módulo elástico), G" (módulo viscoso), η' (viscosidade dinâmica) e η* (viscosidade complexa), sendo utilizados para a análise estatística não-paramétrica (p= 0,05) os valores observados nas freqüências de 1,2, 16 e 20 Hz. Resultados: Os parâmetros reológicos G’ e η* caíram significativamente no 2º e no 3º dia de tratamento em relação ao pré-tratamento em todas as freqüências. O volume de muco obtido no pré-tratamento foi significativamente menor se comparado aos outros. O IP reduziu significativamente no 3º dia e mostrou relação de dependência com parâmetros reológicos do muco coletado no 1º e no 2º dia, sendo a mais alta a 20 Hz, com G” (r = 0,91). Conclusão: Considerando os resultados obtidos, sugerimos que houve melhora no perfil reológico do muco coletado após intervenção fisioterapêutica. |
| Palavras-chave: |
|
muco, hipersecreção, Fisioterapia Respiratória, viscoelasticidade, reologia. |
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Carvalho, R. P., Tudella, E. e Barros, R. M. L.
|
| Resumo: |
|
Contexto: A análise cinemática tem sido utilizada como método de avaliação para aumentar os conhecimentos sobre a aquisição e o desenvolvimento do alcance manual em lactentes.
Objetivo: Definir e divulgar uma metodologia utilizando o sistema Dvideow para coleta de dados e análise do movimento de alcance manual em lactentes.
Métodos: Quatro lactentes com idade de 4 a 6 meses (5 ± 0,816) serviram como modelos para a adaptação dessa metodologia. A condição experimental consistiu na apresentação de um brinquedo, na altura dos ombros dos lactentes. As avaliações foram filmadas e analisadas pelo sistema Dvideow. Foram testados o número e a localização das câmeras e dos iluminadores, além do posicionamento e tamanho dos marcadores.
Resultados: Foi necessário utilizar, no mínimo, 3 câmeras digitais. A fim de possibilitar uma análise simultânea de ambos os membros superiores, uma das câmeras foi posicionada atrás e acima dos lactentes, enquanto duas outras foram colocadas nas laterais direita e esquerda. Para garantir a reflexão dos marcadores, foi necessário iluminar o lactente indiretamente, pois a luz direta interferia em seu comportamento. Marcadores esféricos de 0,5 em proporcionaram maior precisão durante a análise. Os resultados obtidos foram apresentados de acordo com a trajetória linear e angular de 10 alcances avaliados.
Conclusão: Essa metodologia permite a análise cinemática do movimento de lactentes, a qual pode ser extremamente útil para a compreensão do alcance de lactentes saudáveis. |
| Palavras-chave: |
|
Dvideow, cinemática, alcance, lactente. |
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Rodrigues de Paula Goulart, F., Barbosa, C. M., Silva, C. M., Teixeira-Salmela, L. e Cardoso, F.
|
| Resumo: |
|
Introdução: A doença de Parkinson (DP) é uma doença crônico-degenerativa do sistema nervoso central que afeta 1 em cada 1.000 pessoas acima de 65 anos e 1 em cada 100 acima de 75 anos. Indivíduos com DP apresentam bradicinesia, tremor, rigidez, diminuição da força muscular e da aptidão física, alterações cognitivas, tendência ao isolamento e depressão. Tais alterações favorecem o sedentarismo, a dependência e a piora na qualidade de vida (QV).
Objetivos: Avaliar o impacto de um programa de fortalecimento muscular é condicionamento aeróbio na função e na QV de parkinsonianos.
Métodos: Dezoito indivíduos classificados nos estágios 1 a 3 da escala Hoehn e Yahr e com idade de 60,94 ± 10,35 anos participaram do programa, 3 vezes por semana, durante 12 semanas. A avaliação clínico-funcional foi realizada por meio da Unified Parkinson’s Disease Rate Scale (UPDRS) e a QV, pelo Nottingham Health Profile (NHP). A UPDRS avaliou a atividade mental, comportamento e humor; atividades de vida diária (AVD); e as atividades motaras. O NHP avaliou a QV, considerando o bem-estar físico, social e emocional.
Resultados: Observou-se melhoras significativas nas AVD (p = 0,004), nas atividades mo taras (p = 0,009), na UPDRS total (p = 0,007) e na percepção da QV (p = 0,001). Houve correlação significativa entre o ganho obtido na UPDRS total e o obtido no NHP (r = 0,61; P = 0,01) e entre o ganho na dimensão AVD com o do NHP (r = 0,82; P = 0,01).
Conclusão: Este estudo mostrou que o programa utilizado teve impacto positivo na melhora da QV de parkinsonianos leve a moderadamente afetados. |
| Palavras-chave: |
|
doença de Parkinson, qualidade de vida, fisioterapia, força muscular, condicionamento aeróbio, ganhos clínico-funcionais. |
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Lobato, D. F. M., Santos, G. M., Coqueiro, K. R. R., Mattiello-Rosa, S. M. G., Terruggi-Junior, A., Bevilaqua-Grossi, D., Mattiello-Sverzut, A. C. M., Bérzin, F., Soares, A. B. e Monteiro-Pedro, V.
|
| Resumo: |
|
Objetivo: Avaliar a propriocepção do joelho de indivíduos portadores de disfunção femoropatelar (DFP) e de indivíduos-controle em dinamômetro isocinético.
Método: Foram selecionados 20 sujeitos do sexo feminino, sendo 10 (22,5 ± 2,3 anos) portadores de DFP unilateral sem sintomatologia dolorosa (grupo DFP) e 1O (21,3 ± 1,7 anos) clinicamente normais (grupo N). As voluntárias, sentadas na cadeira do dinamômetro isocinético e com os olhos vendados, realizaram três reposicionamentos ativos para três diferentes ângulos-alvo (30, 45 e 60 graus) de flexão do joelho. As variáveis estudadas foram o ângulo de reposicionamento ativo do joelho e os erros absoluto e relativo em relação a cada ângulo-alvo avaliado.
Resultados: O teste t evidenciou que não houve diferença significativa na média dos reposicionamentos ativos (P30º = 0,33; P45º = 0,39; e P60º = 0,96) entre os grupos DFP e controle. Além disso, a análise de variância (ANOVA) não mostrou diferença significativa, tanto na média do erro absoluto (p = 0,66) quanto na média do erro relativo (p = 0,81) entre os diferentes ângulos-alvo de flexão do joelho.
Conclusão: Nas condições experimentais utilizadas, os dados do presente estudo não evidenciaram déficit proprioceptivo em relação ao senso de posição articular entre os grupos DFP e controle. |
| Palavras-chave: |
|
propriocepção, disfunção femoropatelar, senso de posição articular, isocinética. |
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Oliveira, A. B., Sato, T. O., Paschoarelli, L. C. e Gil Coury, H. J. C.
|
| Resumo: |
|
Contexto: A alta incidência de lesões no
ombro na população em geral faz com que medidas preventivas sejam
necessárias. Algumas atividades ocupacionais apresentam fatores de
risco para o desenvolvimento dessas lesões, como a atividade do médico
ultra-sonografista. Dentre os riscos existentes no ambiente de trabalho
dos ultra-sonografistas está o uso de transdutores que requerem
manuseio repetitivo em posturas às vezes extremas. Diante disso
pressupõe-se que o redesenho do transdutor, a partir de princípios
ergonômicos, possa melhorar a postura do membro superior. No entanto,
um redesenho objetivando a melhoria de posturas em uma articulação não
deve gerar problemas em outra. Objetivo: Verificar se o redesenho de
transdutores de ultra-sonografia (US) que visam à melhoria de posturas
do punho implicaria em alguma alteração no movimento de abdução do
ombro, assim como, descrever as amplitudes desse movimento durante
exames simulados de ultra-sonografia diagnóstica. Método: 11
sujeitos simularam a tarefa de US utilizando dois transdutores
comerciais e dois redesenhos ergonômicos. Foram fixados marcadores em
pontos anatômicos para que a determinação da amplitude de abdução do
ombro fosse realizada por meio da fotometria. Amplitudes foram
comparadas por diferença por meio da análise de variância (ANOVA). Resultados:
Foram identificadas amplitudes extremas para o movimento de abdução do
ombro com o uso dos quatro transdutores analisados. Os resultados
mostraram ainda que não houve diferença significativa (p > 0,05) na
amplitude de abdução do ombro direito quando os sujeitos manusearam os
diferentes transdutores, indicando a necessidade de mudanças
ergonômicas no posto de trabalho do ultra-sonografista. |
| Palavras-chave: |
|
prevenção, distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho, ultra-sonografia, redesenho de ferramentas, ombro, fotogrametria. |
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Vieira, W. H. B., Valente, R. Z., Andrusaitis, F. R., Greve, J. M. A. e Brasileiro, J. S.
|
| Resumo: |
|
Contexto: Os exercícios de alongamento são amplamente utilizados na fisioterapia. No entanto, seus reais benefícios não estão completamente esclarecidos. Objetivo: O propósito deste estudo foi investigar o efeito do alongamento dos isquiotibiais na amplitude de movimento de extensão ativa do joelho e no pico de torque desse grupo muscular. Método: Participaram da pesquisa 14 indivíduos de ambos os sexos, com idade média de 22,92 ± 0,9 anos, sedentários, os quais foram submetidos a 5 ciclos de alongamentos diários, com 30 segundos cada, por um período de três semanas. Foram utilizados dois protocolos de alongamento: o primeiro grupo (G1), representado pelos membros inferiores direitos dos indivíduos, utilizou a técnica FNP sustentar-relaxar, enquanto o segundo (G2), constituído pelos membros inferiores esquerdos, realizou manobras passivas/estáticas. Para a avaliação da ADM utilizou-se um goniômetro universal e para o pico de torque, um dinamômetro isocinético da marca Cybex - 6000. A análise estatística foi realizada por meio dos testes ANOVA e post-hoc de Dunn’s, considerando o nível de significância ≤ 5%. Resultados: Observou-se aumento na ADM em ambos os grupos: de 149 ± 14º para 162 ± 11º (p < 0,01) para o Gl e de 148 ± 14º para 162 ± 11º (p < 0,01) para o G2. No entanto, não houve diferença entre os grupos. Ocorreu aumento significativo no torque dos membros do grupo G1 após a aplicação da técnica de alongamento do tipo FNP a 60º/s (de 89 ± 36 Nm para 96 ± 40 Nm) e a 240º/s (de 59 ± 24 Nm para 68 ± 27 Nm) - p < 0,01. Por outro lado, não houve diferença estatisticamente significativa no torque dos membros do G2. Conclusões: Esses dados sugerem que o programa de alongamento muscular utilizando a técnica contrair-relaxar pode influenciar na ADM e no torque muscular. Entretanto, a técnica de alongamento estático/passivo produziu ganhos apenas na ADM. |
| Palavras-chave: |
|
flexibilidade, isquiotibiais, pico de torque, amplitude de movimento (ADM). |
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Barbosa, F. S. S. e Gonçalves, M.
|
| Resumo: |
|
Contexto: A dor lombar tem demonstrado relação com a baixa resistência isométrica dos músculos eretores da espinha, resultante da fadiga muscular. Por esse motivo, testes direcionados à avaliação dessa variável têm sido propostos. Entretanto, fatores subjetivos não relacionados à fadiga muscular podem ser responsáveis por interferência nos resultados desses testes.
Objetivo: Verificar se a identificação da fadiga dos músculos eretores da espinha a partir de um teste de resistência isométrica realizado até a exaustão (TRI) é reproduzida no mesmo teste, mas com duração de 30 segundos (T30). Nove voluntários saudáveis realizaram a extensão isométrica do tronco contra cargas de 5%, 10%, 15% e 20% da carga máxima. Foi captada a atividade eletromiográfica do músculo multífido bilateralmente. A fadiga muscular foi identificada por meio do coeficiente angular resultante da correlação entre os valores de Root Mean Square e de tempo, o qual, sendo positivo, revelou que a atividade eletromiográfica aumentou em função do tempo, indicando, assim, o desenvolvimento da fadiga muscular.
Resultados: Os resultados demonstraram que apenas o T30 foi capaz de demonstrar a fadiga do músculo multífido.
Conclusão: A partir dos resultados obtidos, recomenda-se a realização do teste proposto, o qual é suficiente para identificar a fadiga do músculo multífido ao mesmo tempo em que otimiza sua execução, exigindo menos tempo para a avaliação e minimizando, assim, interferências resultantes da condução de testes desse tipo até a exaustão, como motivação, medo e dor. |
| Palavras-chave: |
|
biomecânica, eletromiografia, coluna vertebral, fadiga muscular, dor lombar, protocolos clínicos. |
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Pinto, P. R., Moraes, G. c. e Minghini, B. v.
|
| Resumo: |
|
Contexto: Lesões por esforços repetitivos (LER) ou distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT) reúnem um conjunto de afecções musculoesqueléticas que muitas vezes apresentam difícil tratamento. Diferentes abordagens terapêuticas vêm sendo oferecidas pelos serviços de saúde e a necessidade de avaliá-las torna essencial a adoção de instrumentos de avaliação adequados.
Objetivo: testar a confiabilidade interobservadores do exame físico e verificar a correlação entre os achados físicos e a capacidade funcional dos pacientes avaliados.
Método: A ficha de avaliação proposta foi aplicada a 25 portadores de LER/DORT e incluiu critérios clássicos da avaliação fisioterapêutica, índice de amplitude articular para a mensuração funcional das amplitudes de movimento (ADM) e um questionário sobre atividades de vida diária. A concordância dos examinadores para os testes especiais e ADM foi verificada por meio de estatística descritiva, ICC e teste Kappa. A correlação entre exame físico e capacidade funcional foi analisada por meio do coeficiente de Spearman.
Resultados: Verificou-se boa confiabilidade interobservadores para os testes especiais, exceto para o teste de Adson modificado, e para as mensurações das ADM. Correlação moderada foi observada entre os achados físicos e o grau de capacidade funcional.
Conclusões: O modelo de avaliação proposto reúne testes especiais confiáveis, com exceção do teste de Adson modificado, mensurações de ADM mais rápidas em razão do uso de estimativa visual e uma análise funcional que complementa os achados do exame físico, possibilitando avaliação mais abrangente dos pacientes com dor crônica.
|
| Palavras-chave: |
|
avaliação, LER/DORT, confiabilidade, testes especiais, amplitudes de movimento, capacidade funcional.
|
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Pinho, L., Dias, R. C., Souza, T. R., Freire, M. T. F., Tavares, C. F. e Dias, J. M. D.
|
| Resumo: |
|
Objetivo: Analisar o impacto da função muscular dos membros inferiores sobre as quedas em uma população de idosos.
Métodos: Os participantes foram 30 idosos, 14 que não haviam sofrido quedas e 16 que já haviam sofrido quedas nos últimos 6 meses, selecionados aleatoriamente no ambulatório de geriatria de um hospital universitário. Todos foram submetidos à avaliação demográfica e clínica e ao teste de função muscular no Dinamômetro Isocinético Biodex. Os avaliadores não foram informados sobre o grupo a que pertencia cada idoso até o final do estudo. Foram feitas análises estatísticas descritivas para todas as variáveis e para a comparação entre os grupos foram utilizados o test t-Student, Mann-Whitney, Qui-quadrado ou teste exato de Fisher, no nível de significância α 0,05.
Resultados: Em relação à função muscular do tornozelo, os idosos que já caíram apresentaram menor potência média (p variando entre 0,005 e 0,001), menor trabalho proporcional ao peso corporal (p variando entre 0,046 e 0,028) e menor pico de tarque proporcional ao peso corporal (p = 0,023). Para a articulação do quadril não houve diferenças estatisticamente significativas entre os grupos em nenhuma das variáveis testadas.
Conclusões: Idosos que já caíram apresentaram menores valores de pico de tarque, trabalho proporcional ao peso corporal e potência média para a articulação de tornozelo em relação aos que não caíram. Não houve diferenças estatisticamente significativas para a função muscular do quadril. Nossos achados mostram que na abordagem fisioterapêutica do idoso é necessário incluir exercícios de fortalecimento para o tornozelo, contribuindo para a prevenção de quedas. |
| Palavras-chave: |
|
idosos, quedas, função muscular - quadril e tornozelo, dinamometria isocinética. |
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Mendonça, L. D. M., Macedo, L. G., Fonseca, S. T, e Silva, A. A.
|
| Resumo: |
|
Contexto: A tendinose é uma condição degenerativa do tendão causada por estresse excessivo, que pode evoluir para uma ruptura total. Alterações do alinhamento patelar e/ou anormalidades estruturais do pé são consideradas fatores de risco para tendinose patelar, entretanto, não foram demonstradas relações entre essas alterações e a patologia.
Objetivo: Examinar diferenças nos alinhamentos da patela, do retropé e do antepé entre grupos com tendinose patelar e de indivíduos saudáveis (controle).
Métodos: Foram avaliados 28 sujeitos, sendo 14 com tendinose patelar e 14 controle. Os ângulos Quadriciptal, de McConnell e de Amo e o alinhamento de retropé e antepé foram medidos com goniômetro bilateralmente. Análises de variâncias foram utilizadas na análise de dados.
Resultados: O grupo com tendinose patelar apresentou valores do ângulo de Amo significativamente maiores quando comparados com o grupo-controle (p = 0,0125). Esse aumento foi encontrado tanto no membro inferior envolvido como no não envolvido. Foi observada a presença de valores significativamente maiores do varismo de antepé do membro inferior não envolvido do grupo com tendinose patelar, quando comparado com o lado envolvido (p = 0,0027). Não foram encontradas diferenças em relação às outras medidas.
Conclusão: O grupo com tendinose patelar apresentou aumento bilateral do ângulo de Amo e maior varismo de antepé no membro inferior não envolvido, revelando possível papel dessas alterações no surgimento da tendinose patelar. |
| Palavras-chave: |
|
tendão, tendinopatia, biomecânica, degeneração. |
|
|
|
|
|
| Autores: |
|
Lindquist, A. R R., Silva, I. A. B., Barros, R M. L., Mattioli, R. e Salvini, T. F.
|
| Resumo: |
|
Objetivo: Avaliar os efeitos do treino em esteira elétrica com suporte parcial de peso associado à estimulação elétrica funcional na marcha de sujeitos hemiplégicos por meio da análise de variáveis espaço-temporais.
Método: Para tal propósito foi utilizado o sistema A1-B-A2 , no qual A1 e A2 correspondem ao treinamento em esteira elétrica com suporte parcial de peso e B, ao mesmo treinamento associado à estimulação elétrica funcional. Participaram deste estudo dois pacientes hemiparéticos crônicos que foram submetidos a treinamento durante 45 minutos, três vezes por semana durante 9 semanas. Ambos os sujeitos foram classificados no nível 3 da Escala de Avaliação Motora. Para a análise dos dados foi utilizado o sistema de videogrametria Digital Video for Biomechanics for Windows (Dvideow). Os dados foram analisados estatisticamente por meio dos testes ANOVA e post hoc Duncan.
Resultados: Os resultados mostraram redução na duração do ciclo em ambos os sujeitos após a segunda fase de treinamento de 2,9 para 2,3 s e de 2,3 para 1,9 s nos respectivos sujeitos (p = 0,05). A cadência aumentou de 20,8 para 27,7 e de 26,4 para 31,4 passos/mino (p ≤ 0,05) e a velocidade também aumentou após a fase de treinamento com SPP e eletroestimulação de 0,4 para 0,5 e de 0,16 para 0,21 m/s (p ≤ 0,05).
Conclusão: O treinamento em esteira elétrica com suporte parcial de peso associado à estimulação elétrica funcional foi mais eficaz na melhora dos parâmetros espaço-temporais da marcha de sujeitos hemiplégicos que o treinamento com suporte de peso corporal. |
| Palavras-chave: |
|
hemiparesia, marcha, suporte parcial de peso, estimulação elétrica funcional. |
|
|
|
|
|