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Revista Brasileira de Fisioterapia
Volume: 8 - 2004 Número: 3
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| Autores: |
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Oliveira, A. S., Rodrigues, D. e Bérzin, F.
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O objetivo deste trabalho foi estimar o padrão de ativação eletromiográfica das três porções do músculo deltóide, em diferentes faixas etárias, durante o movimento dinâmico de abdução do braço, realizado no plano escapular com variação da rotação axial do úmero. Participaram dessa pesquisa 20 voluntárias, sedentárias e destras, igualmente divididas em 2 grupos. O Grupo 1 com média de idade 24 (±3) anos e o Grupo 2 com média de idade de 57 (±10) anos. Os sinais EMG foram adquiridos com eletrodos ativos duplos diferenciais e freqüência de amostragem de 1 kHz. O sinal EMG bruto foi retificado, os envoltórios lineares foram obtidos pela média móvel de 250 ms e normalizados pela amplitude média do sinal retificado e pela amplitude de movimento. Para examinar os efeitos da faixa etária e das porções do músculo deltóide, os valores médios dos coeficientes de variação e os próprios envoltórios de cada uma das porções do músculo deltóide foram comparados por meio da análise de variância de dois fatores (ANOYA e two-way) e pós-teste de Bonferroni, com nível de significância de 5%. Os resultados deste estudo mostram que entre os grupos pesquisados, de diferentes faixas etárias, não há diferenças nos envoltórios lineares normalizados e nos valores de coeficientes de variação das três porções do músculo deltóide. Assim, os resultados indicam que a ativação elétrica das porções do músculo deltóide está presente durante todo o movimento de abdução, independente da rotação umera!, e que não há mudanças nas proporções de atividade mioelétrica esperadas entre as faixas etárias estudadas. |
| Palavras-chave: |
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eletromiografia, músculo deltóide, abdução do braço, idade. |
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| Autores: |
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Serro, E. v., Foerster, B., Pedra, V. M., Tanns, A. e Salvini, T. F.
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| Resumo: |
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Este estudo avaliou e relacionou as alterações funcionais do músculo quadríceps femora) após lesão induzida pelo exercício excêntrico. O torque isométrico máximo médio desse músculo e a eletromiografia de superficie (raiz quadrada da média dos quadrados, roa! mean square.- RMS; freqÜência mediana - FM) dos músculos vasto medial oblíquo (VMO) e vasto lateral (VL) foram avaliados antes, imediatamente após e durante os 7 dias após o exercício excêntrico. As imagens de ressonância magnética nuclear (RMN) de três voluntárias foram usadas para evidenciar a presença de lesão muscular. Nove mulheres (21,7 ± 1,48 anos), sedentárias e saudáveis, foram avaliadas. A lesão foi induzida por meio de contrações isocinéticas excêntricas. O torque isométrico máximo médio e a atividade elétrica foram mensurados por meio da contração isométrica máxima com o joelho a 90º de flexão. O torque isométrico máximo médio diminuiu imediatamente após o exercício excêntrico (p 0,01), com recuperação gradual na primeira semana. O RMS do músculo VL diminuiu imediatamente após o exercício excêntrico (p 0,05). Por outro lado, somente no músculo VMO ocorreu aumento na FM imediatamente após o exercício excêntrico (p 0,01). Correlação significativa foi observada entre o torque isométrico máximo médio e a FM do músculo VMO entre o 1º e 7º dia após o exercício (r = -0,32, p 0,05). Extensas áreas de lesão no músculo quadríceps femoral foram identificadas pela RMN. Em conclusão, o exercício excêntrico diminuiu o torque isométrico máximo médio e alterou o sinal eletromiográfico, os quais se recuperaram gradualmente na primeira semana, apesar da presença de lesão muscular. |
| Palavras-chave: |
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lesão muscular, exercício excêntrico, EMG, torque isométrico, ressonância magnética nuclear. |
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| Autores: |
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Fonseca, S. T., Ocarino, J. M. e Silva, P. L. P.
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| Resumo: |
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Diversos estudos biomecânicos têm investigado a importância das propriedades mecânicas musculares para manutenção da estabilidade articular. A rigidez de um músculo ou articulação está relacionada à capacidade dessas estruturas de resistirem a perturbações. Inúmeros estudos têm demonstrado a importância de um ajuste dinâmico da rigidez para manutenção da estabilidade durante atividades funcionais. Dessa forma, um mecanismo neuromuscular que possibilite o ajuste contínuo da rigidez muscular permitiria a adaptação de um indivíduo à grande variabilidade de demanda de estabilização articular existente nos diversos tipos de atividades de vida diária e esportiva. Foi objetivo desta revisão discutir a adequação de um mecanismo de ajuste da rigidez via sistema fuso-musculargama para o controle da estabilidade articular. Há evidências de que esse sistema pode ser responsável por aumento na rigidez muscular e articular, o que resultaria em maior habilidade da articulação em resistir a perturbações. Esse mecanismo de ajuste utiliza informações êxtero e proprioceptivas para garantir adaptação às inesperadas e variadas demandas do ambiente, protegendo as articulações contra perturbações. O conhecimento dos mecanismos relacionados ao ajuste da rigidez e do papel desse mecanismo na estabilização articular seria relevante para Fisioterapia, uma vez que poderia embasar o desenvolvimento de técnicas de reabilitação que tenham por objetivo facilitar este ajuste de forma a melhorar a estabilidade funcional dos pacientes. |
| Palavras-chave: |
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rigidez, fuso muscular, estabilidade articular, co-contração. |
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| Autores: |
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Fatarelli, L. F. c., Almeida, G. L., e Nascimento, B. G.
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| Resumo: |
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Neste artigo, é apresentada uma revisão da literatura sobre as principais modificações e adaptações biomecânicas e dos mecanismos de controle motor decorrentes de lesão no ligamento cruzado anterior (LCA) e/ou de sua reconstrução cirúrgica. Inicialmente, são descritas a função mecânica do LCA e sua anatomia. Em seguida, é discutido como essa funcionalidade é modificada do ponto de vista dos fatores neuromusculares na presença de lesão e/ou reconstrução do LCA. São enfatizadas as modificações proprioceptivas nas respostas reflexas e na ordem de recrutamento e a quantidade e o padrão de atividade da musculatura do membro inferior. Essas mudanças nos padrões eletromiográficos são debatidas com base nas modificações biomecânicas causadas pela lesão do LCA. Em especial, é mostrado como as mudanças nos padrões eletromiográficos podem explicar as alterações observadas nos movimentos rotacionais e translacionais do joelho nessa população. Finalmente, é discutido o efeito dessas mudanças na cinemática dos movimentos nos padrões dos torques musculares na articulação do joelho. |
| Palavras-chave: |
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ligamento cruzado anterior, controle motor, biomecânica, revisão. |
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| Autores: |
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Novais, L. D., Sakabe, D. I., Takahashi, A. C. M., Gongora, H., Taciro, C., Martins, L. E. B., Oliveira, L., Silva, E., Gallo Jr., L. e Catai, A. M.
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| Resumo: |
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O objetivo deste estudo foi avaliar e comparar a variabilidade da freqüência cardíaca (VFC) em repouso supíno e sentado de 10 homens de meia-idade saudáveis (SA), 9 hipertensos (HA) e 9 com infarto do miocárdio (1M), com idade média de 52, 62 e 56 anos, respectivamente. Os voluntários SA não praticavam atividade física freqüentemente e os voluntários HA e 1M participavam de um programa de treinamento físico aeróbio (TFA) há aproximadamente 3 anos. A freqüência cardíaca (FC) e os intervalos RR (iR-R - ms) foram coletados durante 900 s nas posições supina e sentada, e os voluntários foram orientados a manter-se em repouso. Para a análise dos dados de domínio do tempo (DT), foi utilizado o índice RMSSD dos iR-R (ms). Para o domínio da freqüência (DF), foi aplicado um modelo auto-regressivo e obtidas as bandas de freqüência muito baixa (MBF), baixa (BF) e alta (AF), sendo os componentes BF e AF expressos em unidades norm'.llizadas e na razão BF/AF. Foram utilizados os testes estatísticos não-paramétricos de Wilcoxon, de Kruskall-Wallis e pos-hoc de Dunn, O nível de signifcância foi de α = 5%. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas nos índices de VFC, avaliados no DT e no DF nas condições supino e sentado, nas comparações inter e intragrupo. Os resultados mostram que a ausência de diferenças entre os grupos estudados pode estar relacionada aos efeitos do TFA realizado pelos HA e 1M, comparativamente aos SA. |
| Palavras-chave: |
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variabilidade da freqüência cardíaca, sistema nervoso autônomo, hipertensão arterial, doença da artéria coronária. |
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| Autores: |
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Mancini, M. c., Barbosa, A. P., Brandão, L. C. A., Sampaio, R. F., Britto, R. R. e Megale, L.
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| Resumo: |
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A asma é uma enfermidade crônica de alta incidência na população infantil e associada a elevadas taxas de hospitalização e de procura por serviços médicos. Diferenças ambientais decorrentes de variações sazonais podem estar relacionadas ao agravamento da doença. O objetivo deste estudo foi avaliar longitudinalmente o impacto da sazonalidade no perfi I respiratório e no desempenho de atividades funcIOnais de cnanças asmáticas de 1 a 4 anos. O estudo foI iniciado com 60 crianças alocadas em dois grupos (asma n = 30 e controle n = 30), cujos perfis funcional e respiratório foram avaliados em três estações: inverno, primavera e verão. As crianças asmáticas faziam parte do programa Criança que Chia, da prefeitura de Belo Horizonte, MG. Foram uti lizados um exame clínico sobre o perfil respiratório das crianças e um teste infantil padronizado (PEDI) para ava1iar o desempenho das mesmas em atividades de autocuidado, mobilidade e função social. Modelos mistos do teste MANOVA, testes ANOVA c contrastes pré-planejados compararam os grupos nas variáveis quantitativas e testes qui-quadrado examinaram a associação entre grupos e variáveIs respiratórias categóricas. Os resultados revelaram efeito signitlcativo das estações, com desempenho funcional inferior no inverno para as crianças de ambos os grupos, comparado às outras duas estações. Associações signitlcativas foram encontradas entre os grupos e a presença de sintomas respiratórios, sendo que as crianças asmáticas apresentaram maior freqÜência desses sintomas na primavera e no verão, quando comparadas com o grupo-controle. Apesar das diferenças observadas nos indicadores respiratórios, essas não se manifestaram no desempenho funcional das cnanças asmáticas, sugerindo que tais crianças apresentam desempenho semelhante às do grupo-controle nas variáveis funcionais estudadas. |
| Palavras-chave: |
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asma, desenvolvimento infantil, função, sazonalidade. |
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| Autores: |
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Poletto, P. R., Gil Coury, H. J. C., Walsh, I. A. P. e Mattielo-Rosa, S. M.
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| Resumo: |
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Os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT) são responsáveis por grande parte dos afastamentos e pelos altos custos em indenizações. O diagnóstico dessas lesões é essencial porque direciona as decisões clínicas e legais a serem adotadas. Como a presença de dor é um elemento freqÜente nessa síndrome, sua avaliação é importante para caracterizá-Ia. Assim, o objetivo deste estudo foi comparar diferentes formas de avaliação da intensidade dolorosa nos DORT, a fim de identificar as que melhor expressam esses quadros. Foram avaliadas 134 mulheres trabalhadoras de linha de produção industrial, sendo selecionadas 77 com idade média de 33,5 + 6,6 anos que relataram dor decorrente de DORT em um questionário de anamnese. Utilizaram-st.: no estudo um roteiro para anamnese, uma escala semântica, uma escala numérica de avaliação da dor e exames de palpação manual e algometria de pressão. Os dados foram analisados por meio da correlação de Spearman. A correlação entre as escalas de dor foi estatisticamente significativa e boa (r = 0,62; p < 0,05) e entre a algometria de pressão e a palpação manual também foi significativa, porém fraca. A associação entre os testes provocativos (algometria de pressão e palpação manual) e os métodos de relato da percepção dolorosa (escalas numérica e semântica de dor) também foi significativa, porém pobre (r = 0,25-0,44; p < 0,05). Os resultados sugerem a pertinência da utilização associada de um método de relato de dor e um teste provocativo para melhor caracterização da dor nos DORT. |
| Palavras-chave: |
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LER/DORT, dor, palpação manual, escalas de dor, algometria de pressão. |
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| Autores: |
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Granito, R. N., Rennó, A. C. M., Aveiro, M. c., Navega, M. T., Driusso, P. e Oishi, J.
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| Resumo: |
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O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos de um programa de exercícios na postura hipercifótica torácica, na dorsalgia e na qualidade de vida de mulheres com osteoporose. Sujeitos: 16 mulheres, com idade entre 65 e 75 anos. Os voluntários foram submetidos a uma avaliação física e a uma avaliação do grau de cifose e responderam a questionários para avaliar a dorsalgia, o Br-MPQ, e a qualidade de vida, o OPAQ. O programa foi composto de três sessões por semana (com I hora de duração cada), durante 12 semanas. Os dados foram analisados estatisticamente pelo teste não-para métrico de Wilcoxon. Foram observadas diferenças significativas (p = 0,05) no grau de cifose (de 58,19° ± 14,83° na avaliação para 55° ± 13,26° na reavaliação), diminuição significativa na dorsalgia e melhora significativa da qualidade de vida. Os resultados encontrados permitem concluir que o programa de exercícios foi eficiente para melhorar a postura (com diminuição do grau de cifose), reduzir a dorsalgia e melhorar a qualidade de vida das mulheres osteoporóticas. Este estudo atingiu seu objetivo de desenvolver um programa de exercícios eficiente para melhorar alguns dos problemas fisicos presentes em indivíduos osteoporóticos. |
| Palavras-chave: |
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osteoporose, hipercifose torácica, dorsalgia, qualidade de vida, atividade física. |
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| Autores: |
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Formiga, C. K. M. R., Pedrazzani, E. S. e Tudella, E.
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| Resumo: |
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O objetivo do presente estudo foi avaliar a evolução do desenvolvimento motor de lactentes pré-termo participantes de um programa de intervenção precoce com e sem treinamentos dos pais. Participaram do estudo 8 lactentes pré-termQ (idade gestacional média de 32 semanas e idade cronológica média de 3 meses e 6 dias) e suas famílias. Os participantes foram divididos em dois grupos: 4 lactentes participaram do grupo intervenção com orientação e treinamento dos pais (grupo experimental - GE) e 4 lactentes participaram do grupo intervenção sem orientação e treinamento dos pais (grupo-controle - GC). Os bebês foram avaliados pela Alberta Infant Motor Scale durante quatro meses, considerando os comportamentos motores nas seguintes subescalas: prona, supina, sentada e em pé. Os resultados demonstraram que os bebês do GE obtiveram melhor evolução dos comportamentos avaliados em relação ao Gc. Pode-se afirmar que a participação dos pais, associada ao programa de intervenção fisioterapêutica aplicado, beneficiou significativamente o desenvolvimento motor dos bebês estudados. |
| Palavras-chave: |
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desenvolvimento motor, lactente pré-termo, fisioterapia, intervenção precoce. |
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| Autores: |
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Junqueira, R. T., Ribeiro, A. M. B. e Scianni, A. A.
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| Resumo: |
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Avaliar o impacto de um programa de fortalecimento muscular na atividade funclOnal e na espasticidade em indivíduos hemiparéticos. Dez sujeitos hemiparéticos foram submetidos a um protocolo de fortalecimento muscular global, associado a treino de tarefas específicas em nível ambulatorial durante 6 semanas. Avaliaram-se espasticidade (escala de Ashworth), força muscular (teste muscular manual), atividade funcional (Motor Assessment Scale - MAS) e teste de velocidade da marcha de 10m. Todos os indivíduos apresentaram melhora significativa da atividade funcional, demonstrada pela escala de avaliação motor a (MAS), da velocidade da marcha de 10m e também da força muscular. Não se observou aumento do tônus muscular em nenhum dos indivíduos (p < 0,05). O programa de fortalecimento muscular e treino de tarefas específicas promoveu melhora na produção de força e na atividade funcional, sem que houvesse aumento da espasticidade. Sugere-se a implementação deste programa para a melhora da atividade funcional do indivíduo hemiparétlco. |
| Palavras-chave: |
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fortalecimento muscular, atividade funcional, espasticidade, hcmiparesia. |
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| Autores: |
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Mancini, M. c., Alves, A. C. M., Schaper, c., Figueiredo, E. M., Sampaio, R. F., Coelho, Z. A. C. e Tirado, M. G. A.
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| Resumo: |
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A paralisia cerebral (PC) é um distúrbio do movimento e da postura que resulta de lesão cerebral não-progressiva ocorrida no período inicial do desenvolvimento infantil, podendo apresentar sintomatologia variada, que caracteriza a gravidade do comprometimento neuromotor. Embora a literatura disponibilize evidências sobre a gravidade do comprometimento neuromotor desse grupo clínico, informações sobre a manifestação funcional das diferentes categorias de gravidade na capacidade e na independência da criança para realizar atividades do seu cotidiano não estão bem documentadas. O objetivo deste estudo foi comparar o impacto da gravidade neuromotora ao perfil funcional das crianças portadoras de Pc. Trinta e seis crianças portadoras de paralisia cerebral com níveis de comprometimento neuromotor leve, moderado ou grave classificados pelo GMFCS foram avaliadas pelo teste PEDI, que informa sobre as habilidades funcionais e a independência da criança nas áreas de autocuidado, mobilidade e função social. A análise de dados incluiu o modelo MANOVA para comparar os três grupos de gravidade e as variáveis referentes às habilidades funcionais e à independência. Quando diferenças significativas foram encontradas nas variáveis testadas, testes paramétricos (ANOVA) e de comparação múltipla post-hoc (Scheffé) foram utilizados para caracterizar as diferenças entre duas médias no que se refere à magnitude e sentido. Os resultados revelam que crianças com comprometimento moderado apresentam repertório funcional (habilidades de autocuidado e função social) semelhante às de gravidade leve e independência semelhante às graves. Resultados deste estudo ilustram a manifestação de diferentes categorias de gravidade de PC e a influência do ambiente em áreas específicas do desempenho funcional dessas crianças. Tais resultados poderão nortear profissionais que trabalham com essa clientela a definirem desfechos clínicos adequados. |
| Palavras-chave: |
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função, paralisia cerebral, gravidade, reabilitação, PEDI. |
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| Autores: |
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Santos, D. C. c., Campos, D., Gonçalves, V. M. G., Mello, B. B. A., Campos, T. M. e Gagliardo, H. G. R. G.
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| Resumo: |
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Este estudo teve por objetivo verificar a repercussão do baixo peso ao nascer (BPN) no desempenho motor, no primeiro semestre de vida, de lactentes nascidos a termo, pequenos para a idade gestacional (PIG), comparando esses com um grupo-controle nascido com peso adequado para a idade gestacional (AIG). Para verificar a influência do BPN sobre o desenvolvimento motor, foram excluídas da amostra a prematuridade e as patologias diagnosticadas ao nascimento. Tratou-se de um estudo de corte seccional e duplo-cego, no 3º e no 6º mês de vida. O desempenho motor foi mensurado com a Alberta Infant Motor Scale, a qual classifica os lactentes em uma curva de desenvolvimento, que varia entre o percentil 5 e 90. Para comparar os grupos foi utilizado o teste F para as variâncias e o teste t para as médias (nível de significância fixado em 5%). No 3º mês, o grupo PIG apresentou percentil médio inferior ao grupo AlG, no entanto, tal diferença não foi significativa. No 62 mês, o percentil médio do grupo AIG foi maior que o do grupo PIG, com diferença significativa (p < 0,05). Ambos os grupos de lactentes apresentaram instabilidade na aquisição da motricidade e percentil médio inferior ao grupo normativo canadense (50%). Concluiu-se, então, que o peso de nascimento pode ter influenciado a performance motora dos grupos, favorecendo o grupo Alo. Os resultados contribuirão para o diagnóstico precoce de alterações motoras, bem como para o conhecimento dos fatores de risco para o desenvolvimento infantil. |
| Palavras-chave: |
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lactente, baixo peso ao nascer, desenvolvimento infantil, desenvolvimento motor. |
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| Autores: |
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Camargos, A. C. R., Cópia, F. C. Q., Sousa, T. R. R. e Goulart, F.
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| Resumo: |
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A doença de Parkinson (DP) é uma enfermidade crônica de caráter progressivo que acomete um em cada mil indivíduos e apresenta características que afetam a qualidade de vida (QV) dessas pessoas. O objetivo desta revisão é descrever e discutir fatores encontrados na literatura que influenciam a QV dos portadores de tal patologia. Tem sido destacado que o foco de tratamento de indivíduos com DP deve ser a manutenção da QV e, para isso, a avaliação sistemática do paciente é imprescindível. Tal avaliação tem sido realizada por meio de instrumentos de medida genéricos, específicos ou por uma combinação de ambos. A DP apresenta sinais e sintomas que afetam a QV do indivíduo nos aspectos físico, mental/emocional, social e econômico. Os sinais e sintomas mais encontrados na literatura e que apresentam maior relevância são: bradicinesia, tremor, rigidez, instabilidade postural, distúrbios da marcha, dor, fadiga, depressão, distúrbios cognitivos e sexuais. Além disso, a limitação social e a sobrecarga econômica são fatores que também afetam diretamente a QV desses indivíduos. É importante destacar a relação entre todos os aspectos citados, embora as dimensões física e mental/emocional pareçam ser as mais relevantes, uma vez que podem ser as responsáveis pelo desenvolvimento de outras limitações. Sendo assim, qualquer programa de tratamento para indivíduos portadores da DP deve buscar minimizar as limitações decorrentes da progressão da doença e procurar contribuir para a melhora da QV dos portadores de tal enfermidade. |
| Palavras-chave: |
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doença de Parkinson, qualidade de vida, instrumentos de medida, fisioterapia. |
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| Autores: |
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Garcia, V. M. D., Mazzoni, C. F., Corrêa, D. F. e Pimenta, R. U.
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| Resumo: |
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O presente trabalho pretende descrever o perfil do paciente portador de DORT atendido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Belo Horizonte. Conhecê-I o é de fundamental importância, pois essas patologias são responsáveis por cerca de 85% dos afastamentos do trabalho, além de causarem grandes impactos psicológicos e socioeconômicos. Realizou-se o levantamento de 145 prontuários de pacientes do Centro de Referência de SaÚde do Trabalhador (CERSAT), no período de 1998 a 2001. Dados como sexo, faixa etária, escolaridade, profissão, situação de trabalho e diagnósticos foram analisados. Os resultados apontam que as DORT acometem mais às mulheres entre 21 e 50 anos de idade com baixo grau de escolaridade. Dados importantes foram observados no item "diagnósticos", pois estes têm-se mostrado inconclusivos, impedindo intervenção fisioterápica adequada. Constatou-se, contudo, que as tendinites continuam sendo as mais freqüentes (49%) e que as tenossinovites, as epicondilites e a fibromialgia têm aumentado nos últimos anos, sendo que, na maioria dos casos, os pacientes chegam ao tratamento em fases avançadas. Essa situação é um problema de saÚde pÚblica e tem trazido prejuízos aos trabalhadores, tomando evidente a importância de conhecer as necessidades dos pacientes e de oferecer-Ihes tratamento mais adequado. |
| Palavras-chave: |
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saúde ocupacional, DORT, epidemiologia, fisioterapia. |
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| Autores: |
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Arca, E. A., Fiorelli, A. e Rodrigues, A. C.
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| Resumo: |
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A hipertensão arterial é considerada problema de saÚde não apenas em países desenvolvidos, mas também no Terceiro Mundo, sendo um dos principais fatores de risco para a doença cardiovascular. O propósito deste estudo foi verificar os efeitos de um programa de hidrocinesioterapia na pressão arterial e nas medidas antropométricas de mulheres hipertensas. A pressão arterial e as variáveis antropométricas foram analisadas antes e depois do programa de hidrocinesioterapia, que teve a duração de 10 semanas. Uma sessão típica era dividida em 4 etapas: I - Aquecimento, II - Alongamento, III - Atividades aeróbias e IV - Relaxamento. Os dados obtidos foram analisados utilizando-se o teste de Wilcoxon para amostras dependentes, nível de significância de 5%. Verificou-se diferença estatística significativa pré e pós-tratamento na pressão arterial sistólica (PAS) (redução de 5 mmHg) e na pressão arterial diastólica (PAD) (redução de 10 mmHg) (p < 0,0001), porém não houve diferença significativa no peso corporal, na circunferência de cintura e na circunferência de quadril (p > 0,05). Conclui-se que o programa de hidrocinesioterapia contribuiu para a redução da PAS e da PAD, porém não produziu modificações nas medidas antropométricas durante o período estudado. |
| Palavras-chave: |
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hipertensão arterial, hidrocinesioterapia, atividade física. |
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