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Revista Brasileira de Fisioterapia
Volume: 8 - 2004 Número: 2
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| Autores: |
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Marães, V. R. F. S., Santos, M. D. B., Catai, A. M., Moraes, F. R., Oliveira, L., GaBo Jr, L. e Silva, E.,
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| Resumo: |
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A manobra de Valsalva (MV) provoca sobrecarga no sistema cardiovascular, ativando barorreceptores arteriais, quimiorreceptores e receptores cardiopulmonares. Há interação entre os receptores e o sistema nervoso central, desencadeando respostas autonômicas que modulam a respostada freqüência cardíaca (FC). O objetivo do presente estudo foi verificar o controle autonômico do coração nas seguintes condições:
- durante a MV;
- em repouso, nas condições supina e sentada;
- antes e após a MV, na posição supina em homens jovens e de meia-idade.
Dezesseis voluntários jovens (mediana = 22,5 anos) e 11 de meia-idade (mediana = 43 anos) foram submetidos a uma avaliação clínica e cardiovascular. A FC foi captada batimento a batimento em tempo real:
- durante 900 s sem repouso, na posição supina e sentada;
- durante 60 s em repouso, com respiração espontânea, e 20 sem MV, mantendo pressão oral de 40 mmHg e após, por 280 s, com respiração espontânea.
Os dados foram analisados por meio do índice de Valsalva, da variação dos intervalos RR e da variabilidade da FC (VFC) por meio do índice RMSSD dos intervalos RR em milissegundos. Os resultados mostram que a VFC, o índice de Valsalva e a variação dos intervalos RR foram menores nos voluntários de meia-idade comparativamente aos jovens (p < 0,05). Tais resultados sugerem diminuição da atividade parassimpática atuante sobre o nódulo sinoatrial com o incremento de idade. |
| Palavras-chave: |
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variabilidade da freqüência cardíaca, manobra de Valsalva, sistema nervoso autonômico e homens. |
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| Autores: |
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Calasans,P. A. e Alouche, S. R.
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| Resumo: |
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O comprometimento cognitivo é uma deficiência comum após o Acidente Vascular Encefálico (AVE). Investigamos se há correlação entre o nível cognitivo e a independência funcional dos indivíduos vítimas de AVE. Dezessete pacientes crônicos com diagnóstico de AVE isquêmico foram estudados. O Miniexame do Estado Mental (MEEM) e o Índice de Barthel foram utilizados para avaliar a função cognitiva e a independência funcional dos pacientes, respectivamente. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância (PROC GLM, General Linear Model); a média de idade comparada pelo teste de Tukey e a análise de regressão multivariada foram verificadas pelo procedimento REG do SAS® (Statistical Analysis System). A análise de regressão que relacionou o Índice de BartheI com o MEEM, a idade e o tempo de lesão não demonstrou significância em termos de idade (p = 0,4) e tempo de lesão (p = 0,5), mas mostrou alta significância com o MEEM (p = 0,001). Foi feita nova análise de regressão correlacionando o Índice de BartheI à pontuação do MEEM, que evidenciou correlação positiva entre esses fatores (p 0,001). Nossos resultados sugerem que a habilidade cognitiva está altamente correlacionada ao prognóstico de independência funcional em pacientes Com AVE. Essa correlação deve ser considerada ao estimarmos a recuperação desses indivíduos em reabilitação. |
| Palavras-chave: |
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AVE, cognição, independência funcional e Miniexame do Estado Mental. |
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| Autores: |
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Dias, J. M, D., Arantes, P. M. M., Alencar, M.A., Faria, J. C., Machala, C. C., Camargos, F. F. O., Dias, R. C. e Zazá, D. C.
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| Resumo: |
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A relação entre o torque isocinético máximo dos isquiotibiais e o torque isocinético máximo do quadríceps (relação IQT/QUA) é um parâmetro utilizado para descrever o equilíbrio muscular da articulação do joelho. Uma alteração desse equilíbrio predispõe a articulação ou o grupo muscular mais fraco à lesão. A obtenção de valores de referência da relação IQT/QUA de idosas é importante, pois possibilita comparações entre indivíduos dessa faixa etária. O objetivo deste estudo foi estabelecer valores normatívos para a relação IQT/QUA de idosas não-institucíonalizadas que vivem na região metropolitana de Belo Horizonte. Este foi um estudo transversal de uma amostra composta por 47 idosas voluntárias (69,11 ± 3,64 anos). Como não houve diferença estatisticamente significati va entre os membros, foram descritos apenas a média, o desvio-padrão, o coeficiente de variação (CV) e o erro estimado (EE) da relação IQT/QUA do membro inferior dominante, nas velocidades angulares de 600°/s e 1800°/s, utilizando o dinamômetro isocinético Biodex System 3 Pro. Na velocidade de 60°/s, a média foi de 47,95 ± 10,99 (%); o CV, 22,91; e o EE, 6,85. Na velocidade de 180°/s a média foi 59,59 ± 13,40 (%); o CV, 22,49; e o EE, 6,43. Assim, o valor da relação foi maior com o aumento da velocidade. Os resultados aqui encontrados, aliados a outros de diferentes regiões, podem ser considerados referência para idosas vivendo na comunidade, o que poderá direcionar a reabilitação, tornando-a mais efetiva. Além disso, esses dados permitirão comparações com futuros estudos que envolvam populações de idosas comunitárias, institucionalizadas ou com alguma doença. |
| Palavras-chave: |
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idosa, isocinético e relação isquiotibiais/quadríceps. |
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| Autores: |
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Mesquita, R. A., Micocci, K. c., Perez, S. E. A., Salvini, T. F. e Selistre-de-Araújo, H. S.
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| Resumo: |
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O músculo possui uma habilidade inerente de adaptação diante de variadas condições, como tipo de inervação, atuação de hormônios, atividade contrátil (treinamento), condição de alongamento, o próprio crescimento pós-natal, entre outros. Há grande correlação entre a isoforma de cadeia pesada de miosina (CPM) expressa e a função muscular. O presente estudo teve por objetivo estudar o remodelamento muscular por meio da análise da expressão das diferentes isoformas de CPM de músculo esquelético em ratos submetidos a treinamento físico. A metodologia utilizada consistiu em treinamento de ratos albinos (n = 10), machos, em protocolo de natação, em um período de 6 horas/dia, em 3 sessões de 2 horas, com intervalos de 30 minutos entre cada sessão, totalizando 5 dias de treinamento. Ao término do treinamento, os animais foram sacrificados para extração do músculo sóleo. Foi feita a extração de RNA total e posterior reação de RT-PCR utilizando oligonucleotídeos iniciadores específicos para as diferentes isoformas de CPM. Também foi realizada, a partir de extratos protéicos do músculo retirado, a separação eletroforética das isoformas de CPM, utilizando SDS-PAGE com gradiente de 7%-10%. Os resultados obtidos com a técnica de RT-PCR demonstraram expressão de todas as isoformas de CPM, tanto em ratos sedentários como nos treinados. Apesar de a análise não ter sido feita de forma quantitativa, parece haver tendência de aumento especialmente das isoformas lIa e IIx com a evolução do treinamento. A separação eletroforética das isoformas mostrou que não houve alteração na expressão das isoformas de CPM (I, IIa, IIb e IIx) com o treinamento. |
| Palavras-chave: |
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isoforma, treinamento, músculo esquelético, cadeia pesada de miosina e remodelamento. |
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| Autores: |
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Aguiar, A. N., Vieira, E. R. e Coury, H. J. C. G.
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| Resumo: |
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Vários fatores individuais e ocupacionais podem atuar facilitando a ocorrência e/ou o agravamento das lombalgias relacionadas ao trabalho, dentre os quais: manuseio de cargas, repetição e flexão anterior do tronco. Portanto, a quantificação dos movimentos do tronco é importante para avaliar os riscos e propor intervenções de controle. Diferentes métodos de registro de movimentos, desde os mais sofisticados e precisos até os mais simples e acessíveis, têm sido utilizados nessa tarefa. O objetivo deste estudo foi avaliar, comparativamente, um novo método simples de mediua linear da flexão lombar, o distanciômetro, utilizando como referência um equipamento preciso, o eletrogoniômetro. Participaram do estudo 12 sujeitos saudáveis, do sexo masculino, com idade entre 18 e 25 anos, altura de 1.65 a 1,80 m, peso de 60 a 80 kg e índice de massa corporal de 20 a 26 kg/m2. Os ângulos preestabelecidos e utilizados como referência para a comparação foram 15°, 30° e 45°, e as faixas de amplitudes, 0-15°, 16-30, 31-45° do eletrogoniômetro. Os ângulos foram comparados pela correlação de Pearson (r), e as faixas de amplitude, pelo teste de Friedman.Os valores da correlação entre os ângulos foram elevados (r = 0,96), indicando alta confiabilidade paralela do distanciômetro em relação ao eletrogoniômetro, enquanto os resultados do teste de Friedman indicaram ausência de diferenças significativas ao longo das faixas de amplitude avaliadas (p = 0,342), sugerindo consistência das medidas ao longo de toda a faixa de amplitude. Finalmente, apesar de o distanciômetro encontrar-se ainda em fase de protótipo e necessitando de estudos futuros para aprimoramento, o mesmo indicou potencialidade para medição da flexão lombar no que tange a seus custos e à confiabilidade paralela. |
| Palavras-chave: |
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lombalgias, flexão lombar, distanciômetro e eletrogoniômetro. |
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| Autores: |
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Rosim, G. C., Barbieri, C. H. e Lanças, F. M.
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| Resumo: |
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A influência do ultra-som terapêutica na transmissão transcutânea de diclofenaco sódico na forma de gel tópico (Voltaren Emulgel) foi investigada em 14 voluntários sadios (10 mulheres, 4 homens, 26,4 anos de idade, 62 kg de peso corporal e 1,7 m de altura, em média). O ultra-som terapêutico (modo contínuo, freqüência de 1 MHz, 0,5 W/cm2) foi aplicado durante 5 minutos em duas áreas de 225 cm2 de cada lado do dorso dos voluntários, utilizando gel comum para acoplamento do transdutor. Em seguida, o gel comum foi removido para aplicação de 2,5g do gel de diclofenaco nas mesmas, áreas. Amostras de sangue foram coletadas imediatamente antes e 60,120 e 180 minutos após a aplicação do gel de diclofenaco, a fim de analisar a massa presente no plasma dos voluntários por meio de cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC). O mesmo procedimento foi repetido um mês depois, nos mesmos voluntários, mas com o equipamento de ultra-som desligado (procedimento placebo) para controle. Os resultados mostraram que a massa de diclofenaco no plasma foi significativamente mais alta (p = 0,01) após a aplicação do ultra-som (0.0987 mg/ml 0,0724 mg/ml e 0.0864 mg/ml, aos 60, 120 e 180 minutos, respectivamente), se comparada ao procedimento placebo (0,0389 mg/ml. 0,0529 mg/ml e 0,0683 mg/ml, respectivamente). Os autores concluem que a aplicação do ultra-som terapêutica antes da aplicação do gel de diclofenaco facilita a penetração transcutânea do medicamento com possíveis efeitos terapêuticos. |
| Palavras-chave: |
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ultra-som terapêutico, transmissão transcutânea, fonoforese, diclofenaco sódico e cromatografia líquida de alta eficiência. |
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| Autores: |
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Coelho, J. L., Abrahão, F. e Mattioli, R.
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| Resumo: |
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A melhora da marcha é a meta mais comum após um Acidente Vascular Cerebral (AVC), sendo assim, o objetivo deste estudo foi comparar o treino da marcha sobre esteira elétrica com suporte parcial de peso corporal, por meio da técnica Kabat, em pacientes com hemiparesia crônica. Essa comparação foi feita pela análise das variáveis espaço-temporais e do torque muscular em máxima contração isométrica dos flexores plantares, Doze pacientes com hemiparesia crônica causada por um AVC na região da artéria cerebral média completaram o estudo. O sistema A-B-A de análise comparou o treinamento em esteira com suporte parcial de peso corporal (A) à fisioterapia com base no método Kabat (B), cada fase durando três semanas. O intervalo mínimo após o AVC foi de seis meses, Observamos que o treinamento em esteira foi mais efetivo no aumento em ciclo (p < 0,01), velocidade da marcha (p < 0,01) e torque muscular (p < 0,01). O treinamento em esteira resultou na melhora das habilidades da marcha e aumentou o torque muscular quando comparado ao método Kabat em sujeitos com hemiparesia crônica. |
| Palavras-chave: |
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treinamento da marcha, reabilitação, AVC, torque muscular e esteira. |
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| Autores: |
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Vieira, G. B., Bregagnol, R. K., Santos, A. C. B. e Paiva, D. N.
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| Resumo: |
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O procedimento cirúrgico do abdome contribui para disfunções na musculatura respiratória, em razão da dor e dos anestésicos utilizados, podendo resultar em complicações pulmonares. Este trabalho objetivou verificar a eficácia dá Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea (TENS) sobre a intensidade da dor, os volumes pulmonares e a força muscular respiratória no pós-operatório de cirurgia abdominal em paciente do sexo masculino, 55 anos, com doença pulmonar obstrutiva crônica, submetido à incisão vertical mediana para realização de laparotomia exploratória. Os instrumentos utilizados neste estudo foram escala análogo-visual (EAV), ventilômetro OHMEDA®, manovacuômetro e TENS HTM convencional. Foi realizada avaliação no pré e pós-operatório, quando foram obtidos valores de EAV, ventilometria e manovacuometria. No pós-operatório, os mesmos parâmetros foram avaliados após uma hora de aplicação da TENS. O valor numérico da dor referida variou de 7 para 4, da condição de pré para a pós-aplicação da TENS. Da condição pós-operatória pré-TENS à pós-TENS, o paciente apresentou aumento de 3,5% do volume corrente (Vc), diminuição de 9,5% da freqüência respiratória (Fr) e de 6,34% do volume minuto (VM) e incremento de 33% da PImax e de 100% da PEmax. A utilização da TENS diminuiu a dor e melhorou os volumes pulmonares e a força muscular respiratória no pós-operatório de cirurgia abdominal. |
| Palavras-chave: |
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TENS, cirurgia abdominal, volumes pulmonares e força muscular respiratória. |
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| Autores: |
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Ferrer, M. L. P., PelTacini, M. R. e Ramos, L. R.
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| Resumo: |
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O objetivo deste estudo foi determinar a prevalência de fatores ambientais de risco para quedas em idosos que vivem na comunidade e sua associação com idosos que nunca caíram e com os que caem recorrentemente. Foi realizado um estudo transversal com 87 idosos com idade superior a 65 anos morando na comunidade e participantes de um estudo coorte prospectivo. Uma avaliação ambiental padronizada foi realizada nos domicílios de 53 idosos que caíram recorrentemente e de 34 idosos que nunca haviam caído. Foi observada alta prevalência de riscos ambientais nos domicílios dessa população: piso escorregadio (88,5%), presença de tapetes na sala (62%), armários inacessíveis na cozinha (87,4%) e ausência de iluminação noturna (44,8%). Não houve domicílio livre de riscos, sendo a média encontrada de 22 riscos/domicílio de 47 avaliados. Só houve associação entre riscos ambientais e idosos que caíram recorrentemente para a presença de interruptores de luz inacessíveis em todos os cômodos. Tapetes nos banheiros, presença de escadas com riscos e a atitude de subir em um banco para alcançar objetos foram mais prevalentes entre os idosos que nunca caíram. Os domicílios apresentam muitos riscos ambientais. Não foi encontrada associação importante entre a presença dos riscos e idosos que caíram. Idosos que nunca caíram parecem adotar com mais freqüência comportamentos de risco diante dos atributos ambientais. |
| Palavras-chave: |
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idosos, riscos, ambientais, quedas e domicílio. |
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| Autores: |
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Chagas, P. S. C., Mancini, M. C., Barbosa, A. P. e Silva, P. T. G.
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| Resumo: |
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Com o aumento da produção científica em reabilitação, a literatura tem sido fonte de informação para profissionais que atuam nessa área, indicando procedimentos válidos e adequados a determinada situação clínica. O objetivo deste estudo foi realizar na literatura uma revisão sistemática de artigos científicos que investigaram os efeitos de diferentes tipos de abordagem terapêutica não-invasiya, visando à promoção da marcha em crianças portadoras de paralisia cerebral espástica. Foi realizada busca em diferentes bases eletrônicas de dados entre janeiro de 1995 e maio de 2003. Com base nos critérios de inclusão, sete estudos foram selecionados e realizada análise da qualidade da evidência por dois examinadores separadamente, utilizando a escala PEDro (índice de concordância Kappa K = 0,95). Os resultados foram discutidos centrando-se nos seguintes pontos: tipo de investigação metodológica utilizada, caracterização dos participantes dos estudos, descrição dos procedimentos terapêuticos e dos efeitos da intervenção e análise da informação fornecida pelos estudos relacionando efeitos terapêuticos com funcionalidade. Os resultados desta revisão sistemática poderão nortear a atuação clínica em paralisia cerebral, estimulando prática com base em evidências. |
| Palavras-chave: |
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paralisia cerebral, fisioterapia, eletroterapia, equoterapia/hipoterapia e marcha. |
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| Autores: |
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Pires Neto R. C., Ramos, E. M. C. e Ramos, D.
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| Resumo: |
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O Flutter-VRP1 tem sido comparado a técnicas de higiene brônquica convencionais, O objetivo do efeito flutter nas vias aéreas é alterar as propriedades de viscoelasticidade do muco brônquico, facilitando sua remoção. Para verificar esse efeito foi realizado um estudo de caso no qual foram realizadas diferentes consultas de tratamento fisioterapêutico: tapotagem e Flutter-VRPl. Cada consulta era composta de três sessões da técnica selecionada. A viscoelasticidade foi mensurada utilizando viscosímetro duplocapilar e transportabilidade pela velocidade relativa no palato de rã e deslocamento na máquina simuladora da tosse. Observou-se que o muco expectorado após a tapotagem obteve maiores valores de viscosidade no decorrer das sessões e menores valores de transportabilidade do muco, tanto no palato quanto na máquina simuladora da tosse, do que o muco removido após Flutter-VRP1 Com estes achados pode-se inferir que neste estudo o Flutter-VRP1 alcançou o objetivo de fluidificar as amostras de muco, tornando-as menos viscosas e com melhor transportabilidade. |
| Palavras-chave: |
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muco, flutter, reologia, tapotagem e viscosímetro. |
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| Autores: |
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Russo, T. L., França, C. N., Castro, C. E. S. e Salvini, T. F.
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| Resumo: |
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O uso da eletroestimulação (EE) no tratamento das lesões nervosas periféricas é controverso. Este estudo avaliou a alteração da cronaxia, da reobase e da acomodação no músculo tibial anterior (TA) desnervado de ratos submetidos à EE. Quatro grupos de ratos foram divididos: TA desnervado com eletrodiagnóstico (ED) semanal (DSN+ED); TA desnervado com EE em dias alternados (DSN+EE+ED); TA direito desnervado (DSN); e TA inervado (INV). O eletrodiagnóstico do grupo DSN+EE+ED forneceu os parâmetros da EE (20 contrações intensas com corrente monopolar, exponencial; período de pulso igual a 2 x o valor da cronaxia; freqüência de 20 Hz; amplitude em nível motor; e tempo ON 3,0 s e OFF 6,0 s). Após 4 semanas, nota-se, em todos os músculos desnervados, diminuição na reobase, caracterizando hiperexcitabilidade muscular. A reobase foi maior no músculo só desnervado (1 ± 0 mA), se comparada ao DSN+ED (0,5 ± 0 mA, p = 0,00006) e ao DSN+EE+ED (0,58 ± 0,19 mA, p = 0,0001). A cronaxia do grupo DSN+EE+ED foi melhor (4,06 ± 2,1 ms) se comparada aos grupos DNS+ED (8,4 ± 0,93 ms, p = 0,0006) e DSN (5,31 ± 0,53 ms, p = 0,045). A acomodação diminuiu nos grupos DSN+ED (0,75 ± 0,42 mA) e DSN+EE+ED (0,75 ± 0,6 mA), mantendo-se com valores próximos à pré-desnervação no grupo somente desnervado (DSN 1,8 ± 0,45 mA). Conclui- se que, embora a EE e o ED tenham atrasado a recuperação da reobase e da acomodação, sua utilização conjunta favoreceu a recuperação da cronaxia. Esse resultado indica o efeito benéfico no tratamento do músculo desnervado. |
| Palavras-chave: |
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eletroestimulação, músculo esquelético, desnervação, cronaxia, reobase e acomodação. |
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