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Revista Brasileira de Fisioterapia
Volume: 7 - 2003 Número: 2
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MATOS, J. P., MADUREIRA, K. T., FILHO, D. S. e PARREIRA, V. F. (Ph.D.)
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| Resumo: |
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O objetivo deste trabalho foi fazer uma revisão da literatura sobre a eficácia da espirometria de incentivo na prevenção de complicações pulmonares, que ainda são a principal causa de morbidade e mortalidade após cirurgias torácicas e abdominais. Alterações na hematose, na mecânica respiratória, nos volumes e nas capacidades pulmonares ocorrem após cirurgia, tornando-se máximas, de 48 a 72 horas após o período operatório.Evidências na literatura indicam que um padrão respiratório superficial, sem inspirações profundas, é o principal fator que leva a essas alterações. O espirômetro de incentivo é um recurso terapêutico largamente utilizado na prática clínica para induzir a inspiração máxima sustentada, na tentativa de prevenir ou reverter colapso alveolar, reduzindo, assim, a incidência de complicações pulmonares pós-operatórias. Entretanto, há controvérsias quanto a sua eficácia. Vários estudos foram realizados para avaliar sua eficácia ou compará-lo a outras formas de tratamento na profilaxia de complicações pulmonares pós-operatórias. Na maioria dos estudos não foi encontrada diferença significativa na incidência dessas complicações ao comparar o espirômetro de incentivo a outras terapias, mas esse recurso tem sido considerado mais eficaz do que qualquer outra forma de terapia respiratória. Estudos futuros que avaliem aspectos como influência da supervisão, adesão ao tratamento, posição corporal e custo-benefício poderão contribuir para elucidar a eficácia dos espirômetros de incentivo. |
| Palavras-chave: |
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espirometria de incentivo, fisioterapia respiratória, fisioterapia, pós-operatório, cirurgias torácicas e abdominais. |
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| Autores: |
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Zampieri, C. e Almeida, G. L.,
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| Resumo: |
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A instabilidade funcional do tornozelo é um problema crônico muito freqüente, principalmente entre atletas. Esse problema é sempre abordado na prática fisioterapêutica, porém pouco se sabe de concreto acerca de sua verdadeira etiologia. Por essa razão, os tratamentos fisioterapêuticos atualmente oferecidos são pouco padronizados e pouco fundamentados cientificamente. Neste artigo é feita uma revisão da literatura sobre a instabilidade funcional do tornozelo, ressaltando os aspectos mais relevantes para atualização do fisioterapeuta que trata essa lesão. Juntamente com esta revisão foram mostrados alguns dados de um estudo de movimentos voluntários realizados em laboratório. Primeiro lugar, foi descrito um tornozelo normal em seus aspectos anatômicos e funcionais. Em seguida relatou-se a incidência do entorse e sua relação com a instabilidade funcional. Depois, discorreu-se sobre os mecanismos de lesão, assim como as modificações e adaptações das estruturas envolvidas no entorse. Na seqüência foram escritos os possíveis mecanismos defesa e proteção do organismo para evitar lesões em inversão do tornozelo. Também discutimos como as mudanças nesses mecanismos podem predispor o indivíduo ao entorse, enfocando particularmente as respostas reflexas mono e polissinápticas (reações préprogramadas) na musculatura dessa articulação. Além das respostas reflexas, também foi abordado o papel do controle dos movimentos' voluntários do tornozelo na instabilidade funcional. Finalmente, elegeu-se um sistema de avaliação fisioterapêutica e classificação do entorse, também fazendo considerações em relação às condutas adotadas para o tratamento da instabilidade funcional do tornozelo. |
| Palavras-chave: |
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tornozelo, entorse, ligamentos, fisioterapia, instabilidade e eletromiografia. |
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| Autores: |
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Ticianeli, J. G., Baraúna, M. A. e da Silva, A. M. C.
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| Resumo: |
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A dor fantasma é atualmente uma sensação conhecida e observada após amputações. Ela pode ser ocasional ou contínua e é descrita como contraturante. lancinante, ardente ou esmagadora. Além disso, pode começar imediatamente após a amputação ou, às vezes, aparecer semanas. meses e até anos mais tarde. Seu aparecimento pode estar associado à sensação dolorosa experimentada antes da amputação. denominada memória da dor. Várias teorias e suposições envolvem tentativas de explicar tal processo, mas a neuromatrix. publicada por Melzack em 1990,35 ainda é a mais satisfatória. Este trabalho teve por objetivo verificar o efeito da estimulação elétrica nervosa transcutânea no tratamento da dor fantasma e observar sua evolução e modulação. O protocolo utilizado nesse procedimento constou de duas técnicas aplicadas em grupos, sendo que no primeiro foi utilizado o TENS associado à massagem e no segundo, apenas a massagem. Os resultados demonstraram que a estimulação elétrica nervosa transcutânea permitiu melhora significativa na modulação da dor do voluntário amputado em comparação ao segundo grupo (p < 0,05). O que nos leva a concluir a eficácia do TENS no tratamento dessa dor. |
| Palavras-chave: |
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dor fantasma, estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) e massagem. |
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| Autores: |
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Brunetto, A. F., Pitta, F. de O., Probst, V. S., Paulin, E., Yamaguti, W. P dos S. e Ferreira, L. F.
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| Resumo: |
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Introdução: Pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) freqüentemente apresentam capacidade de exercício reduzida, entretanto, a influência da saturação de O2 ao repouso (SpO2r) e/ou da dessaturação de O2 ao exercício (DES) na capacidade de exercício de pacientes com DPOC grave não está totalmente esclarecida. O objetivo deste estudo foi analisar a distância percorrida em seis minutos (DP6) por pacientes com DPOC grave, classificados de acordo com a SpO2r e a DES. Métodos: Foram estudados 20 pacientes (12 homens e 8 mulheres) com DPOC grave [VEF1 30,95 ± 6,90% previsto (média ± desvpad)] que apresentaram dessaturação = 4% durante teste de DP6. Os pacientes foram divididos em dois grupos, de acordo com a SpO2r: baixa saturação ao repouso (BSR) [Sp02 ≤ 92% (n = 11)] e baixa saturação ao exercício (BSE) [SpO2 > 92% (n = 9)]. Para análise estatística utilizou-se teste t de Student e o teste de Chi-quadrado. Resultados: DP6 foi 339,09 ± 111,35 m (grupo BSR) e 456,78 ± 48,54 m (grupo BSE); p = 0,004. A freqüência de interrupção do teste da DP6 foi maior no grupo BSR (p = 0,01). Houve correlação significativa entre a SpO2 durante o teste e a velocidade de caminhada a cada minuto no grupo BSR (r = 0,86; p = 0,03), enquanto no grupo BSE não houve correlação significativa (r = 0,59; P = 0,22). Conclusão: O grupo BSR apresentou menor capacidade de exercício funcional que o grupo BSE. Além disso, nos pacientes do grupo BSR há relação entre a SpO2 e a velocidade de caminhada no teste da DP6. |
| Palavras-chave: |
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DPOC, exercício, saturação de oxigênio e teste de caminhada. |
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| Autores: |
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Silva, A.B., Medeiros Filho, A. A. I., Polliss, R., Pires Di Lorenzo, V. A., Sampaio, L. M. M., Jamami, M. e Costa, D.
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| Resumo: |
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A redução da capacidade física no paciente com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) leva-o a uma intolerância ao exercício físico, resultando em déficit cardiovascular e respiratório, sendo necessário um programa de reabilitação física individualizado.1 Os programas de fisioterapia respiratória (FR) visam reduzir a dispnéia, aumentar a força muscular e melhorar a tolerância aos esforços. No entanto, pacientes com comprometimento cardiovascular associado são excluídos desses estudos. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos de um programa de FR em pacientes com DPOC associada à hipertensão arterial (HA) sobre os seguintes parâmetros fisiológicos: pressão arterial (PA), freqüência cardíaca (FC), saturação de oxigênio (SaO2) e dispnéia. Foram estudados 6 indivíduos com diagnóstico clínico e espirométrico de DPOC e HA, estáveis, com idade de 67,6 ± 4 anos, que foram submetidos a um teste incremental na esteira, até a exaustão voluntária, por dispnéia, aumentos excessivos da PA ou da FC máxima (FCmáx) prevista. Durante cada estágio foram mensuradas PA, FC e SaO2 e a dispnéia, no início e término do teste. Os pacientes realizaram um programa de exercícios físicos que constou de exercícios respiratórios, reeducação diafragmática, alongamentos e caminhada de 30 minutos na esteira rolante com intensidade de 70% da FCmax, durante 6 semanas consecutivas. Foram observadas alterações significativas da FC, aumento da SaO2, do tempo, da velocidade e da distância percorrida (p < 0,05), porém a dispnéia não reduziu significativamente. Os resultados obtidos demonstram que o programa de FR neste estudo proporcionou modificações fisiológicas benéficas aos pacientes. |
| Palavras-chave: |
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doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), fisioterapia respiratória (FR), hipertensão arterial (HA), saturação de oxigênio (SaO2) e freqüência cardíaca (FC). |
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| Autores: |
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Brasileiro, J. S., Alves, T. C. e Escóssia, C. C.
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| Resumo: |
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A fonoforese é um sistema de aplicação de drogas através da pele que utiliza o ultra-som para aumentar a eficácia da penetração. Embora atualmente seja uma modalidade bastante empregada na prática fisioterapêutica, poucos produtos têm apresentado características apropriadas para o uso. O propósito do presente estudo foi avaliar a transmissibilidade dos medicamentos mais utilizados nas clínicas de fisioterapia, por meio de análises qualitativas e quantitativas. A análise qualitativa foi realizada por meio da observação da movimentação de ondas ultra-sônicas na superfície de uma camada de água, enquanto a análise quantitativa foi feita com o auxílio de uma balança semi-analítica. Foi constatada uma prática de 65% da fonoforese nas clínicas avaliadas, sendo que os modos contínuo e pulsátil são aplicados em iguais proporções. Na análise qualitativa, o Gelol, o Inflamene creme e o lodex pomada foram reprovados. Já na análise quantitativa, o Proflam creme e o Clofenak gel demonstraram transmissibilidade pobre; Calminex pomada, transmissão moderada e os demais medicamentos, 8 no total, mostraram boa transmissibilidade. Os dados finais demonstraram que, dos 14 medicamentos avaliados, 8 revelaram-se adequados para o uso da fonoforese, e entre esses estão os mais utilizados pelos fisioterapeutas na prática da fonoforese. |
| Palavras-chave: |
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ultra-som, fonoforese e fisioterapia.
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| Autores: |
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Nunes, C. V. e Monteiro-Pedro, V.
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| Resumo: |
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A articulação do joelho está envolvida em cerca de 50% das lesões músculo-esqueléticas, sendo que a alteração mais encontrada é a disfunção fêmoro-patelar (DFP). Diante disso, a proposta deste trabalho foi avaliar a atividade elétrica dos músculos vasto medial oblíquo e vasto lateral oblíquo no Leg Press Horizontal, no exercício de contração isométrica voluntária máxima (CIVM) de extensão do joelho, com o mesmo fletido a 90°, associado à adução isométrica do quadril. Para isso, a atividade elétrica dos músculos foi mensurada em 10 voluntários do sexo feminino com sinais de DFP e idade variando de 20 a 29 anos (22,2 ± 2,65 anos), utilizando um conversor analógico-digital e eletrodos ativos diferenciais simples. O sinal eletromiográfico foi quantificado pela raiz quadrada da média (RMS) e normalizado pela CIVM de extensão do joelho fletido a 90. Os dados foram estatisticamente analisados por meio da Análise de Variância para Medidas Repetidas e do teste de Análise de Variância de Contrastes Variáveis, com 5% de significância. Os resultados evidenciaram que a atividade elétrica do músculo vasto medial oblíquo foi significativamente maior que a do vasto lateral oblíquo no exercício proposto. Os resultados desta pesquisa, nas condições experimentais utilizadas, sugerem que o exercício isométrico de extensão do joelho, associado à adução isométrica do quadril, é recomendado para tratamento de pacientes com disfunção fêmoro-patelar, já que potencializou a atividade do músculo vasto medial oblíquo em relação ao vasto lateral oblíquo. |
| Palavras-chave: |
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eletromiografia cinesiológica, cadeia cinética fechada, disfunção fêmoro-patelar, músculo vasto medial oblíquo, músculo vasto lateral oblíquo e reabilitação do joelho. |
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| Autores: |
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Oliveira, A. S., Bennudez, C. c., Souza, R. A., Souza, C. M. F., Castro, C. E. S. e Bérzin, F.
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| Resumo: |
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O objetivo deste estudo foi avaliar, discriminar e comparar a queixa dolorosa de portadores de desordem temporomandibular (DTM), classificados segundo índice clínico de diagnóstico, utilizando versão brasileira do Questionário McGill de Dor (Br-MPQ). Foram estudados 23 pacientes, sendo 21 mulheres e 2 homens (28 ± 11 anos). Oito voluntários foram classificados como portadores de DTM moderada e 15 como de severa. São apresentadas as distribuições das freqüências dos achados do Br-MPQ e os resultados do teste Q-quadrado, com nível de significância de 5%. No grupo DTM severa a articulação temporomandibular foi anotada como a região mais dolorosa. enquanto no grupo DTM moderada foi a cervical (p < 0,05). O músculo temporal foi indicado como o mais doloroso por ambos os grupos (p < 0,05). Para o padrão temporal da dor, 50% do grupo com DTM moderada anotou a característica ritmada, periódica. intermitente, enquanto o grupo DTM severa preferiu o padrão contínuo, estável, constante. A análise da intensidade da dor (PPI) revelou que o grupo DTM severa concentrou as anotações em níveis de intensidade menores que o grupo DTM moderada (p < 0,05). Os valores médios da intensidade da dor (PRI) foram maiores para a dimensão de palavras mistas em ambos os grupos. Assim, os resultados do Br-MPQ foram capazes de diferenciar o padrão temporal, o local de maior queixa de dor e a intensidade da dor de portadores de DTM classificados por um índice diagnóstico. No entanto, o caráter afetivo, ligado à memória e à percepção das dores relacionadas a essa desordem, foi semelhante entre os grupos de estudo, independentemente da severidade. |
| Palavras-chave: |
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dor, questionário McGill, desordem temporomandibular e índice anamnésico. |
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| Autores: |
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Viana, S. O., Merényi, A., Sampaio, R. F. e Furtado, S. R. C.
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| Resumo: |
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O Centro de Saúde São Gabriel (CSSG) situa-se no distrito sanitário Nordeste e tem uma população adscrita de 19.400 pessoas. O CSSG oferece, dentre outros serviços, a fisioterapia, que desenvolve ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde dos indivíduos, procurando manter a população assistida com o máximo de capacidade funcional e independência física. O objetivo deste trabalho foi descrever o perfil dos usuários atendidos pela fisioterapia no CSSG no período de junho a agosto/2002 e analisar o conhecimento dos mesmos em relação à profissão. Para realizar o estudo, foi criado protocolo com questões fechadas incluindo características sócio-demográficas e clínicas dos usuários, além de uma questão aberta solicitando ao paciente a definição de fisioterapia. Nos três meses de estudo foram atendidos 104 pacientes, sendo 82% do sexo feminino. O diagnóstico mais freqüente foi hipertensão arterial (n = 34), seguido por diabetes (n = 12). A maioria dos usuários pertencia à ocupação "do lar" (45%). Em relação ao entendimento da clientela sobre a fisioterapia, a maioria das pessoas (n = 56) associou o tratamento fisioterapêutico a trabalho de nível técnico e 40 usuários responderam que fisioterapia é "alguma coisa por meio da qual o corpo e a mente ficam bem". Poucas pessoas (n = 8) associaram objetivamente a fisioterapia à terapia de reorganização física, prevenção, educação e reconstituição de alguma perda. Para melhor desenvolver ações fisioterapêuticas de promoção e prevenção de saúde e tratamento é necessário facilitar o acesso a esse tipo de serviço, além de socializar a profissão para a população em geral. |
| Palavras-chave: |
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fisioterapia, serviços de saúde e atenção primária. |
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| Autores: |
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Marino, J. A. M., Taciro, C., Zuanon, J. A. S., Benatti Neto, C. e Parizotto, N. A.
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| Resumo: |
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Este estudo teve por objetivo avaliar os efeitos do laser terapêutico de baixa potência sobre o processo de reparação óssea em tíbia de rato. O modelo experimental consistiu na realização de uma osteotomia mecânica por escareação na face medial da tíbia de 48 ratos machos, utilizando uma broca odontológica de aço cilíndrica. Os animais foram divididos em 3 grupos, sendo que os grupos 1 e 2 foram irradiados com laser na dose de 5 J/cm2 e 50 J/cm2, respectivamente, enquanto o grupo 3 (controle) recebeu tratamento placebo. Foi utilizado o laser diodo Ga-Al-As (830 nm, 60 mW, CW), com densidade de potência de 20 W/cm2, em aplicações pontuais a cada 24 horas, com intervalo de 2 dias a cada 5 sessões. Cada grupo foi subdividido aleatoriamente em 2 subgrupos para realização das avaliações ao final do 7º e do 14º dias do pós-operatório (PO), completando-se 5 e 10 sessões de tratamento, respectivamente. Os parâmetros referentes ao tecido de reparo avaliados foram: 1. comportamento biomecânico ao final de 14 dias PO e 2. morfologia ao final de 7 e 14 dias do PO, referentes ao tecido de reparo. Os achados das análises histomorfológicas dos 7° dias do PO demonstraram melhor evolução do processo de reparação no grupo irradiado com a dose de 50 J/cm2, comparado aos demais grupos. Esses resultados sugerem que, sob as condições experimentais da investigação, a terapia laser de baixa potência (LLLT) favorece o processo de reparação óssea durante seus estágios iniciais. |
| Palavras-chave: |
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laser de baixa potência, osso, osteotomia, rato, biomecânica e reparação. |
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| Autores: |
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Mattiello-Sverzut, A.C., Futigami, P., Fatarelli, I. F. C., Meirelles, M. C. C. C. e Sobreira, C.
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| Resumo: |
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Indivíduos com miopatia mitocondrial apresentam quadro característico de intolerância ao exercício, fadiga e acidose lática. Foram avaliadas as adaptações fisiológicas, a capacidade aeróbia e a performance muscular de um paciente portador dessa doença, submetido a treinamento aeróbio realizado em cicloergômetro e exercícios em solo. O treinamento aeróbio foi realizado totalizando 20 minutos de exercício dentro da zona de freqüência cardíaca (FC) submáxima durante 8 semanas; exercícios de solo estimularam coordenação e equilíbrio da paciente durante 18 semanas. A capacidade aeróbia foi estimada antes e após o treinamento aeróbio por meio de teste de esforço submáximo, realizado em esteira com implemento de carga, dada a partir de 0,5 km/h a cada intervalo de 2 min. A interrupção do teste baseou-se no alcance da FC submáxima e na percepção subjetiva de esforço, segundo a escala de Borg. O consumo de oxigênio foi determinado a partir da análise direta dos gases. A performance muscular foi avaliada antes e depois dos exercícios em solo e o programa de treinamento aeróbio, pela análise das variáveis pico de torque e trabalho total, nas velocidades de 60°/seg e 120°/seg. Os resultados observados para a capacidade aeróbica demonstraram um acréscimo de 33,9% nos índices aeróbios e de 33,8% para equivalentes metabólicos. O joelho direito do paciente apresentou melhora na força de flexão e extensão concêntricas (60% e 120°/seg), e o esquerdo apresentou melhora na força de extensão concêntrica (60% e 120°/seg). Esse estudo sugere que o treinamento aeróbio associado a exercícios em solo pode beneficiar indivíduos com miopatia mitocondrial, auxiliando-os no desempenho das atividades de vida diária por reduzir a fraqueza e a intolerância aos exercícios. |
| Palavras-chave: |
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miopatia mitocondrial, treinamento aeróbio, intolerância ao exercício, pico de torque, trabalho total e performance muscular. |
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| Autores: |
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Barbosa, L. H. e Gil Coury, H. J. C.
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| Resumo: |
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Este estudo teve por objetivo analisar os movimentos de punho durante atividades regulares realizadas por ultra-sonografistas. Um eletrogoniômetro foi utilizado para registrar os movimentos de flexão, extensão, desvio ulnar e radial do punho e pronação, supinação dos antebraços de dois médicos ultra-sonografistas durante exames mais freqüentes realizados por eles ou exames que promoviam mais desconforto. Os resultados foram analisados descritivamente em relação à amplitude, repetição e porcentagem do tempo gasto em faixas de amplitudes preestabelecidas. Resultados mostraram que os movimentos de extensão, desvio ulnar e pronação foram os mais prevalentes. Movimentos altamente repetitivos foram registrados. Esses resultados corroboram a hipótese de que ultrasonografistas realizam tarefas de risco para o sistema músculo-esquelético. |
| Palavras-chave: |
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ultrasonografia, eletrogoniômetro e movimentos de punho. |
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