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Revista Brasileira de Fisioterapia
Volume: 7 - 2003 Número: 1
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Cabral, C. M. N. e Monteiro-Pedro, V.
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A disfunção fêmoro-patelar constitui importante lesão músculo-esquelética, acometendo adultos jovens e uma grande porcentagem de atletas. Vários fatores etiológicos estão envolvidos nessa patologia da articulação fêmoro-patelar, a qual é estabilizada principalmente por estruturas dinâmicas - músculos. Somente após o correto conhecimento dos estabilizadores dinâmicos da articulação fêmoropatelar e dos principais fatores envolvidos em sua etiologia pode-se prescrever um correto protocolo de exercícios na reabilitação funcional. Dentre os mais utilizados estão os exercícios em cadeia cinética fechada, realizados com o segmento distal do membro inferior fixo. Exemplos desses exercícios são o agachamento e os exercícios realizados no leg-press e no step. Apesar de vários estudos terem analisado os estabilizadores dinâmicos da articulação fêmoro-patelar nesses exercícios em cadeia cinética fechada, faltam evidências científicas que comprovem o aumento da hipertrofia ou do desempenho muscular. Dessa forma, mais estudos biomecânicos, anatômicos e eletromiográficos tomam-se necessários para embasar a aplicação dos exercícios em cadeia cinética fechada na reabilitação de pacientes com disfunção fêmoro-patelar. |
| Palavras-chave: |
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disfunção fêmoro-patelar, recuperação funcional. estabilizadores dinâmicos da patela, exercícios em cadeia cinética fechada. |
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| Autores: |
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Parizotto, N. A., Koeke, P. U., Moreno, B. G. D. e Lourencin, F. T. c.
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| Resumo: |
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O primeiro relato da fonoforese aconteceu em 1954, e desde então vem sendo usada com freqüência pela fisioterapia. Este estudo tem por objetivo analisar a relevância e a confiabilidade da fonoforese nas desordens músculo-esqueléticas, assim como sua utilização clínica. A pesquisa bibliográfica foi realizada na base de dados do Probe e Medline, com isso 56 trabalhos foram selecionados entre os anos de 1954 e 2001. Os trabalhos foram analisados pelo critério de filtros, que verificou a importância e a presença de informações, prefixadas. Após a análise constatamos que nenhum dos trabalhos respeitava todos os critérios de filtragem estabelecidos. Concluímos então que a utilização da fonoforese ainda apresenta dúvidas quanto à sua relevância à confiabilidade de seus efeitos positivos julgados pelos autores. Novos estudos que se utilizem de uma análise estatística mais consistente são necessários, para que se possa descrever o uso dessa prática baseado em evidências. |
| Palavras-chave: |
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ultra-som, fonoforese, meta-análise e fisioterapia. |
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| Autores: |
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Femandes, L. F. R. M., Araújo, M. S., Matheus, J. P. c., Medalha, C. c., Shimano, A. C.I. e Pereira, G. A.
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| Resumo: |
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A medida da força de preensão palmar tem sido um dos meios úteis para a avaliação das características físicas, a evolução durante a reabilitação e o grau de incapacidade. Na prática clínica o fisioterapeuta se depara com a dificuldade em selecionar o protocolo mais adequado e eficiente para o fortalecimento muscular. O objetivo deste trabalho foi comparar dois protocolos de regimes isotônicos buscando evidenciar qual deles seria o mais indicado para o fortalecimento dos músculos responsáveis pela preensão. As medidas da força de preensão pré e pós-treinamento foram realizadas com um dinamômetro mecânico da marca Jamar, em 22 mulheres com idade entre 18 e 21 anos (média de 19 anos). As voluntárias foram separadas em 2 grupos, DeLorme (carga crescente) e Oxford (carga decrescente), para a aplicação dos protocolos. Para o treinamento foi utilizado um exercitador de mão e dedos da marca Digi-flex, e o programa foi realizado duas vezes por semana, com duração de 20 minutos cada sessão em um total de 8 sessões. Posteriormente, foram comparadas as forças pré e pós-treinamento e foi observado que, para as amostras dependentes (pré e pós-treinamento), houve diferença significativa tanto no grupo DeLorme quanto no Oxford, já para as amostras independentes (pós-DeLorme e pós-Oxford) não houve diferença significativa. |
| Palavras-chave: |
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preensão palmar, treinamento, força, isotônico, DeLorme, Oxford, avaliação. |
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| Autores: |
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Teodori, R. M., Moreno, M. A., Fiore Junior, J. F. e Oliveira, A. C. S.
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| Resumo: |
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O objetivo deste estudo foi analisar o efeito do alongamento dos músculos da cadeia muscular inspiratória, proposto pelo método de reeducação postural global (RPG), sobre a força muscular respiratória e a expansibilidade torácica. Participaram deste estudo 20 voluntários sadios, do sexo feminino, com idade entre 18 e 23 anos (média = 21,2; DP = 1,61), que foram divididos de fonna randomizada em dois grupos: 10 voluntários submetidos à postura "rã no chão com braços fechados" por 20 minutos (grupo RPG) e 10 voluntários que não receberam o alongamento, pennanecendo em repouso por 20 minutos (grupo controle). Utilizaram-se para a avaliação a medida das pressões respiratórias máximas e a toracometria em ambos os grupos, antes e após o período estabelecido. Observou-se que o método de alongamento utilizado proporcionou aumento da expansibilidade torácica e das pressões respiratórias máximas, havendo significância estatística pelo método de Wi1coxon no que se refere à força dos músculos inspiratórios no grupo que recebeu o alongamento. Também houve diferença significativa na expansibilidade torácica da região axilar no grupo RPG quando comparado com o grupo controle. Os resultados sugerem investigar o efeito desse método de alongamento em pneumopatas crônicos, os quais I poderiam ser beneficiados, visando a sua utilização como recurso fisioterapêutico |
| Palavras-chave: |
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fisioterapia, alongamento, músculos respiratórios, reeducação postural global, força muscular respiratória. |
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| Autores: |
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Paro, D. Z., Bertoncello, D., Danella, P. M., Nonaka, K. 0. e Salvini, T. F.
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| Resumo: |
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O objetivo do presente trabalho foi avaliar a resposta do tecido ósseo a traumas musculares periódicos. O trauma muscular foi produzido de forma não-invasiva por um equipamento que libera carga sobre a superfície muscular. Os animais foram divididos aleatoriamente em 2 grupos experimentais: o primeiro foi submetido a 4 traumas periódicos e avaliado 7 dias após (n = 5) e o grupo controle não foi traumatizado (n = 5). O trauma foi aplicado na região anterior do ventre do músculo Tibialis anterior (TA) direito. Após os traumas, além das tíbias direita e esquerda, os músculos TAs direito e esquerdo de ambos os grupos foram analisados. A pata contralateral dos animais do grupo traumatizado foi mantida intacta. Após o sacrifício dos animais, as tíbias foram submetidas às seguintes análises: resistência óssea, peso das cinzas, volume ósseo e densidade mineral óssea. As tíbias traumatizadas periodicamente apresentaram maiores valores de força máxima até o ponto de fratura óssea quando comparadas às contralaterais (71,78 ± 14,32 N vs. 49,19 ± 17,51 N, respectivamente, p ≤ 0,03), indicando aumento da resistência óssea. A análise dos parâmetros físicos mostrou que o peso das cinzas das tíbias traumatizadas foi maior que o das contralaterais intactas (0,313 ± 0,01 vs. 0,276 ± 0,03 g, respectivamente, p = 0,002), também quando comparados ao grupo controle (0,313 ± 0,01 g vs. 0,241 ± 0,02 g, respectivamente, p = 0,003). No entanto, não foram observadas alterações nos valores do volume ósseo e da densidade mineral óssea entre as tíbias traumatizadas e contra1aterais do grupo traumatizado periodicamente e entre as tíbias de ambos os grupos experimentais. Conclusões: contusões musculares periódicas promovem alterações significativas no conteúdo mineral ósseo e na resistência óssea, sem causar mudanças na densidade mineral óssea. |
| Palavras-chave: |
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tíbia, densidade mineral óssea, volume ósseo, resistência óssea, contusão muscular, músculo tibial |
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| Autores: |
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Salate, A. C. B., Aroni, F. C. e Ferreira, D. M. A.
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| Resumo: |
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Foi realizado estudo clínico em 15 pacientes com o objetivo de avaliar a evolução a curto prazo da escoliose em adolescentes e adultos jovens, por meio de mensurações da gibosidade, radiográficas e da dor, independente do tratamento. Também foi estudada a correlação das medidas de gibosidade com o ângulo de Cobb, com a rotação vertebral e com a escala visual analógica que quantifica a dor (EVA) e a correlação dessas medidas radiográficas com a EVA. Os indivíduos de ambos os sexos foram submetidos a exame clínico por meio de uma ficha de avaliação que constou da medida da gibosidade com um nível d'água e uma régua. Nessa mensuração, o sujeito realizou flexão anterior de tronco e o nível d'água foi colocado no ponto mais alto da gibosidade. A avaliação da dor foi realizada pela EVA, no exame radiológico foi determinada a medida do ângulo de Cobb e a medida da rotação vertebral por meio da régua de Raimondi. A correlação das medidas de gibosidade com o ângulo de Cobb apresentou melhores resultados na escoliose tóraco-Iombar; a correlação das medidas de gibosidade com a rotação vertebral mostrou melhores valores nas escolioses tóraco-Iombar e lombar. A correlação do ângulo de Cobb com a EVA foi moderada na escoliose torácica e insatisfatória para a escoliose tóraco-Iombar e a correlação da rotação vertebral com a EVA foi insatisfatória em todos os tipos de escoliose. As mensurações de gibosidade, radiográficas e da dor não apresentaram alterações consideráveis quando comparadas a curto prazo. Portanto, a técnica não invasiva para mensuração da gibosidade pode ser utilizada na prática clínica como um método de rotina para o acompanhamento da evolução das escolioses, mas deve ser intercalada com medidas radiográficas. E a dor continua sendo fator secundário e desconhecido na escoliose idiopática, o que indica que mais pesquisas devem ser realizadas, não só a curto mas também a longo prazo. |
| Palavras-chave: |
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escoliose, gibosidade, ângulo de Cobb, rotação vertebral, dor. |
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| Autores: |
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De Vitta, A., Neri, A. L. e Padovani, C. R.
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| Resumo: |
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A literatura de pesquisa e a prática profissional têm revelado forte relação entre bem-estar físico, gênero, idade e a prática de atividade física. Este estudo teve por objetivo caracterizar as relações entre nível de atividades físicas e desconfortos músculo-esqueléticos percebidos em adultos jovens e em idosos masculinos e femininos. Foram avaliados 200 voluntários que formaram dois grupos com 100 indivíduos cada, um de 20 a 35 anos e o outro de 60 a 70 anos, cada um composto por 50 homens e 50 mulheres, metade sedentária e metade ativa. Os instrumentos incluíram: um questionário de caracterização sociodemográfica e ocupacional, de prática de atividades físicas e doenças; e um questionário de queixas relativas a desconfortos músculo-esqueléticos percebidos nos últimos anos e nos últimos sete dias. Foram realizadas análises estatísticas descritivas, testes de contrastes (Goodman) e de hipótese (Mann-Whitney). Os resultados indicaram que: 1) os idosos, I as mulheres e os sedentários relataram mais desconfortos músculo-esqueléticos nos últimos seis meses e nos últimos sete dias. Investigações nesses domínios podem melhorar o bem-estar físico e psicológico de adultos jovens e idosos e aumentar as chances de uma velhice satisfatória. |
| Palavras-chave: |
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indicadores de .saúde, exercícios físicos, adultos, idosos, desconfortos músculo-esqueléticos percebidos. |
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| Autores: |
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Sato, T. O., Vieira, E. R. e Gil Coury, H. J. C.
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| Resumo: |
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Lombalgias são freqüentes na população em geral e no contexto do trabalho em particular. Os fatores de risco para sua ocorrência ou agravamento podem ser individuais, biomecânicos ou psicossociais. Dentre os fatores biomecânicos, o risco é maior à medida que. a flexão anterior do tronco aumenta. Uma nova técnica de quantificação angular da flexão anterior do tronco foi utilizada neste estudo marcadores perpendiculares - para o cálculo do ângulo entre linhas traçadas sobre marcadores perpendiculares acoplados sobre os processos espinhosos da coluna vertebral. O objetivo deste estudo foi descrever a técnica dos marcadores perpendiculares para a coluna tóraco-Iombar e analisar a confiabilidade intra e interobservadores para três métodos de registro angular, sendo eles a técnica Chaffin Modificada (CM), Whistance (W) e marcadores perpendiculares (MP). Os resultados indicaram boa confiabilidade intra-observador para as três técniCas (ICC entre 0,94 e 0,95). Já para a confiabilidade interobservadores, a técnica de CM não apresentou confiabilidade (ICe = 0,54), enquanto as demais técnicas apresentaram boa confiabilidade. Os valores angulares obtidos pela técnica de CM (116,65° ± 11,09°) foram estatisticamente diferentes daqueles obtidos pelas técnicas W e MP, 72,31° ± 6,89° e 67,89° ± 14,32°, respectivamente. A técnica CM parece se aproximar dos valores estabelecidos para a flexão anterior do tronco (110° a 140°), porém, superestima a flexão da coluna vertebral por incluir movimentos do quadril. As técnicas W e MP mostraram maior compatibilidade com valores encontrados para a flexão da coluna vertebral descritos na literatura cinesiológica, sem a participação do quadril que ocorre no final do movimento. |
| Palavras-chave: |
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fotometria, confiabilidade, flexão anterior do tronco, medidas angulares. |
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| Autores: |
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Brunetto, A. F., Pitta, F. 0., Paulin, E., Probst, V. S., Yamaguti, W. P. S. e Ferreira, L. F.
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| Resumo: |
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Este estudo teve por objetivo verificar a influência da capacidade ventilatória na capacidade de exercício do paciente com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Participaram do estudo 38 pacientes com DPOC moderada-grave (VEF1 < 60% do previsto e VEF1/CVF < 90% do previsto), sendo 19 homens e 19 mulheres, com idade média de 65,00 ± 9,94 anos, peso 59,78 ± 15,74 kg, altura 157,76 ± 8,65 cm e VEFj 36,94 ± 11,74% do previsto (média ± dpm). Os pacientes foram submetidos a espirometria, prova de pressões respiratórias máximas e teste da distância percorrida em seis minutos (DP6min). Foi realizada a prova de ventilação voluntária máxima (VVM) e calculados os valores da reserva ventilatória (RV) e o índice de reserva ventilatória (IRV) baseados na VVM e no volume minuto (VM). A força muscular respiratória foi medida pela pressão inspiratória máxima (Plmáx) e pressão expiratória máxima (PEmáx). A capacidade de exercício foi avaliada pela DP6min. Para análise estatística utilizou-se a correlação simples de Pearson (p < O,O5). Os pacientes apresentaram DP6min média de 410,29 ± 129,57 m, RV 23,64 ± 11,45 litros, IRV 66,89 ± 13,84%, VVM 34,01 ± 12,49% do previsto, PImáx -55,26 ± 22,02 cmH2O e PEmáx 1O0,74 ± 31,78 cmH2O. A RV (r = 0,76), a IRV (r = 0,71), a VVM (r = 0,68) e a Plmáx (r = 0,43) apresentaram correlação significativa com a DP6min. Portanto, a VVM, a RV, o IRV e a Plmáx influenciam a capacidade de exercício submáximo de pacientes com DPOC moderada-grave. |
| Palavras-chave: |
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capacidade ventilatória, exercício físico, DPOC, teste de caminhada. |
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| Autores: |
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Pires Di Lorenzo, V. A., Silva, A. R, Sampaio, L. M. M., Jamami, M., Oishi, J. e Costa, D.
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| Resumo: |
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O objetivo deste estudo foi verificar a influência do treinamento físico (TF) e do muscular respiratório (TMR), associados à ventilação I não invasiva (VNI) pela "bilevel positive airway pressure" (BiPAP), sobre a pressão inspiratória e expiratória máxima (PImax e PEmáx), distância percorrida (DP) e escala de Borg (EB) no teste de caminhada de 6 minutos (TC6min) e no de esforço (TE) da avaliação para reavaliação. Participaram 24 pacientes com DPOC grave (VEF1 40%), estáveis clinicamente, com dispnéia ao esforço físico, randomizados em 4 grupos de 6 pacientes: Gl, realizando TF e TMR associados ao BiPAP; G2, realizando TF associado ao BiPAP; G3, realizando TMR e BiPAP; e G4, realizando somente BiPAP por 30 minutos, com nível pressórico fixado na inspiração em 12 cmH2O e expiração em 4 cmH2O. Foram realizadas sessões de 1 hora, 3 vezes por semana, com duração total de 6 semanas. O TF na esteira teve duração de 30 minutos com intensidade de 80% da FC máxima obtida no TE. Utilizou-se para o TMR carga de 40% da Plmáx. Constatou-se aumento significativo (teste t p ≤ 0,05) da Plmáx e PEmáx para os grupos G 1 e G3 e da DP no TC6min para os grupos G 1 e G2, com diminuição significativa da EB para os pacientes do G4. Em relação ao TE, observou-se aumento significativo da DP para os grupos G1, G2 e G3. Embora não tenham sido constatadas alterações significativas da EB e da DP em todos os grupos, observou-se maior tolerância ao exercício físico e força muscular respiratória quando as técnicas foram utilizadas em conjunto. Com base nesses resultados, conclui-se que o TF e o TMR associados ao BiPAP tiveram importante influência nas variáveis estudadas. |
| Palavras-chave: |
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treinamento físico, treinamento muscular respiratório, BiPAP, ventilação não invasiva, força muscular respiratória, escala de dispnéia. |
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| Autores: |
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Polacow,M. L. 0., Silva, C. A., Guirro,R. R. J., Campos,M. R. e Borges, J. P.
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| Resumo: |
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Diversos estudos relatam os efeitos da denervação sobre a homeostasia energética do músculo sóleo, sendo demonstrado que concomitante ao processo de atrofia há redução no metabolismo muscular da glicose e aumento de colágeno no endomísio e perimísio, indicanJo que a atrofia é acompanhada de alterações metabólicas e fibrose. O objetivo deste trabalho foi estudar os efeitos da associação dos tratamentos com metformina (0,1 g/kg) e estimulação elétrica (f = 10 Hz, fase = 3 ms, 20 mio/dia) sobre a morfologia e reserva de glicogênio do músculo sóleo denervado de ratos. Tratamento com PAS (ácido periódico de Schift) foi utilizado para evidenciar reservas de glicogênio, e a densidade de área das fibras foi obtida pela técnica morfométrica e analisada pela ANOVA com teste F e teste de Tukey para comparação das médias. Após 15 dias, a associação dos tratamentos não recuperou o peso do músculo sóleo (69,33 mg), perdido com a denervação (63,33 mg, p > 0,05), no entanto, promoveu aumento de grânulos de glicogênio, evidenciando melhora nas condições metabólicas das fibras. A densidade de área das fibras musculares após tratamento foi significativamente maior (33,93%, p < 0,05) que a das fibras denervadas, apontando para possível redução da fibrose. Esse tratamento pode ser útil na tentativa de manter as condições funcionais musculares para o caso de futura reinervação. |
| Palavras-chave: |
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músculo sóleo, denervação, eletroestimulação, metformina. |
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| Autores: |
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Castro, C. E. S., Parizotto, N. A. e Barboza, H. F. G.
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| Resumo: |
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A dor é um problema comum para muitos pacientes que buscam a Fisioterapia. Controlar a sintomatologia álgica e promover capacitação funcional são objetivos fundamentais nesses casos. Recentes avanços na neurofisiologia da modulação e percepção da dor trouxeram fundamentação científica para o uso dos agentes físicos nos cuidados dos pacientes com dor. Além disso, a Fisioterapia é fundamental para a restauração funcional desses pacientes, "reativando" pacientes descondicionados, depressivos e incapacitados por imobilização, repouso ou desuso prolongado em razão da dor. Portanto, todo fisioterapeuta deveria dominar os mecanismos de dor e analgesia e os princípios de ação dos recursos analgésicos. Todavia, é falha a formação do fisioterapeuta em relação aos temas ligados à dor e à analgesia. Desse modo, o objetivo do presente ensaio é propor um programa de ensino relativo ao papel do fisioterapeuta no alívio da dor, destacando: a terminologia relativa aos fenômenos de dor e analgesia; as bases fisiológicas e os componentes psicológicos, ambientais e culturais da dor; o impacto que a experiência dolorosa exerce sobre as diversas fases da vida (infância e adolescência, fase adulta, velhice); as diversas estratégias de avaliação e medida clínica da dor; os modelos teóricos, os fundamentos fisiológicos e as evidências empíricas da efetividade das diversas estratégias fisioterápicas de tratamento e controle da dor; e o papel dos demais profissionais de saúde e das diversas especialidades médicas no controle da dor. A disciplina proposta, "Dor e Movimento: Recursos Analgésicos em Fisioterapia", tem carga horária sugerida de 60 horas/aula e está organizada de modo a despertar nos alunos o interesse pelo estudo desse tema, fomecendo-lhes as bases para reflexão posterior mais aprofundada, o que inclui a indicação das referências bibliográficas fundadoras, das atuais e das mais facilmente disponíveis, na área dos estudos da dor. A proposição de uma disciplina específica busca garantir o tratamento orgânico da questão, capaz de gerar no aluno reflexão articulada sobre os problemas da dor e de seu alívio. |
| Palavras-chave: |
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dor, analgesia, ensino, fisioterapia. |
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