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Revista Brasileira de Fisioterapia
Volume: 6 - 2002 Número: 2
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Ferreira, F. R., Moreira, F. B. e Parreira, V. F.
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| Resumo: |
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Este artigo é uma revisão de literatura que aborda o uso de ventilação não invasiva no pós-operatório de cirurgias abdominais e cardíacas. Cirurgias cardíacas e abdominais podem gerar alterações da função pulmonar, responsáveis por aumento da morbidade e mortalidade pós-operatória. Diferentes técnicas da fisioterapia respiratória têm sido usadas na prevenção e tratamento das complicações pulmonares, como fisioterapia convencional, espirometria de incentivo ou ventilação não invasiva com máscara nasal, como pressão positiva contínua ou em dois níveis nas vias aéreas. Entretanto, a superioridade de uma técnica em relação à outra não está claramente estabelecida. A literatura revisada sugere que o padrão respiratório do tipo restritivo e a hipoxemia, presentes no pós-operatório, não podem ser prevenidos com o uso da ventilação não invasiva, mas modificados. A utilização dessa abordagem terapêutica promoverá uma normalização mais rápida da função pulmonar, o que implica a diminuição das complicações pulmonares clinicamente importantes. Os resultados dos estudos randomizados, nos quais a ventilação não invasiva foi utilizada como opção terapêutica, demonstraram aumento significativo da capacidade vital e capacidade vital forçada, da capacidade residual funcional, do volume de reserva inspiratório e expiratório, do volume expiratório forçado no primeiro segundo e dos índices de oxigenação, saturação de oxigênio e pressão parcial arterial de oxigênio, e redução da freqüência respiratória, assim como da incidência de atelectasias. Assim sendo, o uso de ventilação não invasiva parece ser uma terapêutica que merece ser considerada, pois contribui para a diminuição da morbidade nos pacientes submetidos a cirurgias abdominais e cardíacas. |
| Palavras-chave: |
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fisioterapia, ventilação não invasiva, pós-operatório, cirurgias abdominais e cardíacas. |
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| Autores: |
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Venturini, P. J. E., Oliveira, L. A. e Mattiello-Rosa, S. M. G.
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| Resumo: |
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Os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) são considerados acometimentos que atingem cada vez mais pessoas em todo o mundo. Este distúrbio, por ser identificado essencialmente por intermédio de análises clínicas subjetivas, tem seu diagnóstico precoce dificultado. Este trabalho avalia as diferenças na performance funcional de portadoras e não-portadoras de DORT grau 1, dando início às pesquisas sobre dinamometria isocinética no diagnóstico objetivo e precoce do DORT. Para isto, foram realizados testes para o movimento isocinético concêntrico de flexão do ombro em 32 voluntárias, 28,6 ± 7 anos, sendo 16 portadoras de DORT grau 1 e 16 não-portadoras. Para esta avaliação foi utilizado um dinamômetro isocinético da marca BIODEX modelo System II. Os testes foram realizados em ambos os membros (dominante e não dominante) em três velocidades diferentes (90º/s, 180º/s e 300º/s), com sete repetições contínuas em cada velocidade, sendo registradas pelo equipamento apenas as últimas cinco. Os parâmetros analisados foram pico torque e potência, nas diferentes velocidades. Os resultados foram analisados pela aplicação do teste t-student, com nível de significância de 5%. Entre os membros dominante e não-dominante não foram encontradas diferenças significativas tanto para o grupo de portadoras quanto para o de não-portadoras. Os resultados indicaram que no grupo de mulheres portadoras de DORT foram obtidos valores estatisticamente maiores (p = 0,0024), para o parâmetro torque na velocidade de 90º/s, que os obtidos no grupo de mulheres não-portadoras. Em relação à potência, foram encontradas diferenças significativas (p = 0,0008) entre portadoras e não portadoras de DORT apenas na velocidade de 300º/s, sendo que o grupo das portadoras da doença obteve valores estatisticamente menores que o grupo das mulheres não-portadoras de DORT. Desta forma podemos concluir que parece existir, entre mulheres portadoras de DORT e mulheres não-portadoras, quando avaliadas pela dinamometria isocinética, diferenças na capacidade funcional no movimento de flexão do ombro, em velocidades determinadas. |
| Palavras-chave: |
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LER, DORT, dinamômetro isocinético, BIODEX, ombro, flexão. |
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| Autores: |
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Ishikawa, N. M., Alvarenga, A. V., Paes, L. F. C., Pereira, W. C. A. e Machado, J. C.
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| Resumo: |
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Este trabalho apresenta a avaliação do desempenho de equipamentos de ultra-som para fisioterapia, operando em clínicas e hospitais do Município do Rio de Janeiro, tendo por base a Norma NBR-IEC 1689 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), publicada em 1998. Os equipamentos analisados são de fabricação nacional e estrangeira, com tempo de uso variado, de diversas marcas e modelos, utilizados em serviços públicos e privados na cidade do Rio de Janeiro. Os parâmetros avaliados foram: intensidade, área de radiação efetiva do cabeçote, freqüência ultra-sônica, relação de não-uniformidade do feixe, intensidade máxima do feixe, tipo de feixe e forma de onda de modulação para o modo pulsátil, fator de operação e exatidão do temporizador. Foram utilizados uma balança calibrada para medir a potência ultra-sônica e um sistema ultra-sônico, incluindo um tanque acústico, para mapeamento do feixe ultra-sônico emitido pelo transdutor. Nenhum dos equipamentos atendeu completamente à norma. Como conseqüência, o tratamento fisioterapico por ultra-som pode estar ineficaz ou provocando efeitos indesejáveis, submetendo paciente e fisioterapeuta a riscos desnecessários. |
| Palavras-chave: |
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ultra-som, avaliação, equipamento de fisioterapia. |
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| Autores: |
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Moreira, E. C. H., Brunetto, A. F, Catanho, M. M. J., Nakagawa, T. H. e Yamaguti, W. P. S.
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| Resumo: |
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O objetivo deste estudo foi identificar de maneira objetiva a existência ou não do Sinergismo Lombo-Pélvico (SLP). Foram avaliadas 10 mulheres sem doenças ginecológicas e/ou respiratórias prévias. Todas as pacientes foram submetidas a 2 procedimentos realizados em 2 fases. Na fase 1, as pacientes eram treinadas para a realização das manobras de Pressões Respiratórias Máximas com a utilização de um manovacuômetro analógico. Na fase 2, era realizada a avaliação da força dos músculos respiratórios e do períneo concomitantemente em dois experimentos. No experimento 1, a mensuração da força dos músculos do períneo foi realizada com um perineômetro que registrava a força exercida por esses músculos no momento das manobras de Pressões Respiratórias Máximas. Nesse experimento, não era solicitada verbalmente a contração voluntária do períneo. Dessa forma, a contração da musculatura ocorria como resposta sinérgica da contração dos músculos respiratórios pelo aumento da pressão da cavidade abdominal. O experimento 2 seguiu a mesma metodologia do 1, porém foi solicitada verbalmente a contração voluntária dos músculos do períneo durante as medidas de Pressões Respiratórias Máximas. Os resultados demonstraram, nos dois experimentos, que a contração do períneo é maior durante as manobras de Pemáx. Maiores valores de força muscular do períneo foram obtidas no experimento 2, no qual foi solicitada a contração voluntária da musculatura. Foi possível identificar a presença de SLP por meio de medidas concomitantes de Pressões Respiratórias Máximas e da contração dos músculos do assoalho pélvico. |
| Palavras-chave: |
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Sinergismo Lombo-Pélvico, assoalho pélvico, Pressões Respiratórias Máximas, músculos respiratórios. |
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| Autores: |
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Vieira, E. R. e Gil Coury, H. J. C.
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| Resumo: |
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A utilização do eletrogoniômetro para quantificar o movimento da coluna pode apresentar algumas dificuldades em relação ao acoplamento do sensor e à definição da região analisada. Por isso, esta pesquisa desenvolveu e avaliou um dispositivo e procedimentos para facilitar o acoplamento de eletrogoniômetro. Para alcançar essas metas desenvolveram-se dois estudos. No Estudo 1, em que é descrito o dispositivo de acoplamento, intitulado Canaletas de Acoplamento (CAs), compararam-se as mensurações de dois eletrogoniômetros, um utilizando as CAs (EGM A) e outro não (EGM B), com os registros de um goniômetro universal. Nesse estudo, não foram encontradas diferenças entre as mensurações. No Estudo 2, ambos os eletrogoniômetros foram acoplados paralelamente na musculatura paravertebral de 14 voluntários e coletaram dados de 5 flexões anteriores consecutivas da coluna lombar. As amplitudes de registro utilizadas como referência foram 15°, 30° e 45° do EGM A. Os resultados do Estudo 2 mostraram que não houve diferença entre as mensurações do EGM B, independentemente da lateralidade de acoplamento (p = 0,623; 0,439; e 0,169, respectivamente, para as amplitudes 15°,30° e 45° do EGM A). Também não houve diferença entre as mensurações do EGM B em relação às do EGM A nas posições 15° e 30° (p = 0,119 e 0,069, respectivamente), mas houve diferença em 45° (p = 0,009). Essa diferença pode ser decorrente de assimetrias e diferentes trofismos musculares e/ou diferenças existentes nas duas formas de acoplamento, ambos evidenciados na amplitude mais extrema. Os resultados desta pesquisa reafirmam a precisão dos eletrogoniômetros e a não interferência das CAs nas mensurações, sendo que tanto as CAs quanto o acoplamento do terço distal do terminal telescópico permitiram definição mais precisa da região mensurada. |
| Palavras-chave: |
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coluna, movimento, mensuração, eletrogoniômetro, acoplamento. |
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| Autores: |
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Landgraf, J. F., Zanichelli, K., Chiappa, L., Castro, C. E. S. e Salvini, T. F.
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| Resumo: |
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As Disfunções Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho (DORT) decorrem de distúrbios funcionais ou orgânicos e estão relacionadas ao uso repetitivo e excessivo de grupos musculares e à manutenção de posturas desconfortáveis, por tempo prolongado e sem pausas. O objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos da cinesioterapia e da massagem nos sintomas de dor em mulheres portadoras de DORT grau III. O estudo foi realizado em seis mulheres (31 ± 7 anos) que apresentavam sintomas de dor predominantemente nos membros superiores e trabalhavam na linha de produção de uma empresa em São Carlos. Após avaliação inicial, elas receberam 2 sessões semanais, com 1 h de duração cada, num total de 20 sessões. As sessões semanais eram intercaladas: numa delas era utilizada a cinesioterapia e na outra, a massagem. Os resultados mostraram que houve redução na área de localização da dor e melhora significativa na algometria avaliada no pontos gatilhos. Entretanto, nenhuma alteração significativa foi observada nas diversas categorias de dor, avaliadas por intermédio da Versão Brasileira do Questionário McGíll de Dor. |
| Palavras-chave: |
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DORT, LER, cinesioterapia, massagem, dor. |
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| Autores: |
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Calonego, C. A. e Rebelatto, J. R.
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| Resumo: |
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O objetivo do presente estudo foi comparar a eficácia do tratamento convencional por ultra-som pulsátil a 0,8 w/cm2 (0,16 w/cm2 de dose SATA) associado à Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea (TENS) com freqüência a 100 Hz modulada a 2 Hz, no modo "burst", durante 30 minutos, e o tratamento por mobilização vertebral segundo o método Maitland nas lombalgias agudas por esforço. Para tal foram tratados seis sujeitos de ambos os sexos, sendo três submetidos ao tratamento convencional e três a técnicas de mobilização vertebral. Todos os sujeitos foram avaliados por no mínimo três e no máximo sete observações e receberam dez sessões de tratamento. Utilizou-se um modelo metodológico de linha de base múltipla de desenho AB. Foram controladas as variáveis dor, por meio de escala de dor de McGill, e a amplitude de movimento (ADM) controlada por goniometria. Os resultados mostram que ambas as técnicas propiciaram alívio da dor e ganho de ADM ao final das dez sessões de tratamento. Observou-se também que os dois tratamentos foram eficazes quando se comparou o nível de dor e ADM antes e pós-tratamento. Os sujeitos submetidos às técnicas de mobilização vertebral tiveram alívio da dor e ganho de ADM mais precoce que os sujeitos submetidos ao tratamento convencional. Em síntese, foi possível verificar que, embora o resultado final tenha sido aparentemente semelhante, as técnicas de mobilização vertebral apresentam resultado mais precoce (em tomo de três sessões de tratamento), possibilitando recuperação mais rápida dos indivíduos. |
| Palavras-chave: |
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fisioterapia, lombalgia, maitland, ultra-som, TENS. |
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