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Revista Brasileira de Fisioterapia
Volume: 2 - 1997/1998 Número: 1
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| Autores: |
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R. Guirro, LM. Da Silva, S.H. Borin, M.P. Damasceno e E. Guirro
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| Resumo: |
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Durante as últimas três décadas a eletroestimulação para o tratamento da dor foi largamente estudada. A estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) consiste em uma suave estimulação dos nervos sensoriais, aplicada à pele através de eletrodos transcutâneos, com o objetivo de produzir analgesia. O objetivo do trabalho foi verificar a eficácia da TENS no controle da dor e da capacidade respiratória em pacientes submetidos à cirurgia cardíaca. Para tal proposta utilizou-se um aparelho gerador de pulsos (BIOTENS-Mini) nos parâmetros: pulso .bifásico balanceado assimétrico, na forma burst (2 Hz), com T = 160 µs e f = 75 Hz. A estimulação iniciou-se após a vigésima quarta hora do pósoperatório, e permaneceu por um período de 3 h, interrompendo-se por alguns minutos a cada I h para mensuração da ventilometria. Os dados referentes à ventilometria mostraram que a aplicação da TENS aumentou tanto o volume corrente (22.0%,20.0%,75.8%) quanto o volume minuto (32.0%, 64.2% e 67.0%) ao final da terceira hora de estimulação, quando comparado com a ventilometria inicial, nos três pacientes. A intensidade da dor foi diminuída mesmo com a supressão total de analgésicos, possibilitando assim uma melhora da condição geral do paciente. Concluímos que este estudo piloto nos indica a possibilidade de adoção da TENS no atendimento de pacientes submetidos a cirurgia cardíada, por se tratar de um recurso que indiretamente pode promover o aumento da ventilação pulmonar. |
| Palavras-chave: |
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TENS, analgesia, cirurgia cardíaca, ventilometria. |
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| Autores: |
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H.J.c.Gil Coury e S. Rodgher
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| Resumo: |
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O número de lesões músculo-esqueléticas de natureza ocupacional tem aumentado expressivamente no Brasil nos últimos anos, gerando uma nova demanda de trabalho para a Fisioterapia, que começa a realizar trabalhos preventivos em ambientes ocupacionais. Historicamente, a experiência da Fisioterapia com prevenção foi iniciada através de treinamentos conhecidos como a "Escola das Costas" (Back School) na década de 1970. Aparentemente, a atuação da Fisioterapia em prevenção continua apoiando-se em treinamentos. No entanto, o contexto atual é ainda mais complexo, A necessidade de produzir em bases mais competitivas levou a indústria brasileira a aumentar sua produção sem alterar seu quadro de pessoal. Uma das conseqüências disso foi o aumento expressivo de lesões, principalmente daquelas relacionadas ao trabalho repetitivo. Para atender a esse novo contexto, os treinamentos estão mudando ao longo do tempo. Deixam de ser um fim em si, para tornarem-se um veículo na introdução de outras medidas preventivas. Insistir na utilização exclusiva de treinamentos para compensar deficiências decorrentes de situações alheias aos indivíduos treinados pode trazer frustrações para todos os envolvidos. Portanto, este trabalho teve como objetivo rever diferentes tipos de treinamentos preventivos disponíveis e os resultados decorrentes da aplicação desses programas em diferentes situações ocupacionais. A premissa dessa revisão é que o conhecimento acumulado possa contribuir para iniciativas futuras. |
| Palavras-chave: |
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fisioterapia preventiva, treinamentos preventivos, lesões músculo-esqueléticas ocupacionais, lesões por esforços repetidos. |
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| Autores: |
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Femando A.S. Villar
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| Resumo: |
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Os neurônios conduzem informações sensoriais da periferia ao sistema nervoso central (SNC), processam-na ao longo do neuroeixo e determinam comandos motores para a musculatura. As células nervosas estabelecem inúmeras conexões entre si e as complexas funções do SNC dependem de seu grande número de neurônios. A lesão do SNC interrompe intrincadas cadeias neuronais, dificulta e/ou altera a transmissão e modulação dos sinais nervosos e, assim, compromete a função integrativa do SNC, causando atividade anormal ou perda em níveis diferentes de sua estrutura e conexões e sua restruturação inicia-se precocemente com o objetivo de restaurar a integridade anatômica e fisiológica do sistema. Processos como o brotamento axonal, ativação de sinapses dormentes e super-sensitividade de desnervação têm papel importante na recuperação funcional do SNC, o qual envolve várias etapas e pode durar meses em seres humanos. Isso não implica o retorno dos mesmos mecanismos perdidos com a lesão, mas uma adaptação de mecanismos residuais denotando a adaptabilidade biológica e comportamental ou plasticidade do SNC. Este processo pode ainda ser uma das causas do aparecimento de eventos motores anormais, tais como as sinergias, as reações de equilíbrio evocadas e mantidas anormalmente e a espasticidade que interferem com a produção de desempenho motor voluntário residual, agravando a disfunção do paciente. Esta revisão terá foco na literatura experimental das alterações centrais e periféricas do SNC após a lesão de sua relação com a literatura clínica de mudanças neuromusculares após o trauma central são discutidas as implicações destes achados no desempenho motor voluntário residual e nas anormalidades motoras. |
| Palavras-chave: |
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plasticidade sináptica, recuperação funcional, lesão do SNC, brotamento axonal, espasticidade. |
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| Autores: |
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R. Guirro, F. Serrão, D. Elias e A.J. Bucalon
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| Resumo: |
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A intensidade acústica temporal e espacial (SATA) dos equipamentos de ultra-som terapêutico (UST) deve ser monitorada periodicamente. Com o objetivo de avaliar as condições dos equipamentos de UST em uso na cidade de Piracicaba-SP foram analisados 31 equipamentos nos regimes de pulso contínuo e pulsado com frequência de 1 MHz. As intensidades 0.1, 0.2, 0.5, 0.8, 1.0, 1.5,2.0,2.5 e 3.0 W cm-2, indicadas no painel do equipamento, foram analisadas, utilizando-se para isso uma balança de pressão de radiação modelo UPM-DT-1, previamente aferida. Os resultados quanto à intensidade acústica (I) foram expressos a partir do método estatístico descritivo, através dos quartis superior (QS) e inferior (QI), para transdutores com superfície metálica de 9 cm2. Os resultados encontrados nos quartis superior e inferior, no regime contínuo foram respectivamente: I0.1 = -20.0% e -96.2%, I0.2 = -3.1 % e -83.7%, I0.5 = -35.0% e -86.5%, I0.8 = -37.5% e -71.0%,I1.0 = -21.5% e -61.0%, I1.5 = -34.2% e -63.4%, I2.0 = -46.2% e -67.0%, I2.5 = -49.0% e -69.5%,I3.0 = -58.1% e -77.6%. Para o regime Pulsado, as intensidades encontradas foram: I0.1 = -40.0% e -86.2%, I0.2 = -46.9% e -77.5%, I0.5 = -56.5% e -80.5%, I0.8 = -59.4% e -76.9%, I1.0 = -50.0% e -86.5%, I1.5 = -62.5% e -82.5%, I2.0 = -62.5% e -81.6%, I2.5 = -64.7% e -88.8% e I3.0 = -87.1 % e -94.8%. Em resposta a um questionário, a totalidade dos usuários não havia realizado aferições anteriores, sendo a faixa de 58 a 68 meses a de maior concentração quanto ao tempo de compra. Dessa forma, esse trabalho demonstra a grande discrepância entre a intensidade indicada no painel do equipamento e a emitida pelo transdutor, ressaltando assim a necessidade de avaliações periódicas do equipamento de UST. |
| Palavras-chave: |
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fatores de risco, lombalgia, epidemiologia, ocupação, prevenção. |
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| Autores: |
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Vanessa Monteiro-Pedro, Mathias Vitti, Fausto Bérzin, Débora Bevilaqua-Grosso
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| Resumo: |
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A proposta deste estudo foi analisar a atividade eletromiográfica do músculo vasto medial oblíquo (VMO) nos exercícios de subir e descer um degrau. A atividade elétrica do músculo VMO foi medida em 15 sujeitos, saudáveis com idade de 19 a 33 anos, (X = 24,4, SO = 4, 1) sem história de patologia no joelho, utilizando um eletromiógrafo Nicolet de 8 canais e mini eletrodos de superfície tipo Beckman. Os sinais captados foram quantificados em RMS (raiz quadrada da média) e expressos em microvolts. A análise estatística (ANOVA e Teste de Tukey) foi calculada ao nível de 5% de significância. Os resultados mostraram que a atividade eletromiográfica do músculo VMO foi significativamente maior no exercício de subir (trabalho concêntrico) do que no de descer (trabalho excêntrico). Estes achados, dentro das condições experimentais usadas, sugerem que os exercícios de subir e descer um degrau poderiam recuperar a função do músculo VMO, inicialmente com trabalho excêntrico e, posteriormente, concêntrico. |
| Palavras-chave: |
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eletromiografia, exercício, reabilitação do joelho. |
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| Autores: |
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R. Guirro, D. Elias, F. Serrão e A.J. Bucalon
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| Resumo: |
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Diferentes metodologias para a aferição dos aparelhos de ultra-som terapêutica (UST) são disponíveis desde a década de 20. As metodogias alternativas não foram incorporadas como rotina pelos usuários de ultra-som terapêutica até a presente data. Atualmente, há necessidade de adoção de uma metodologia que possibilite a quantificação da energia ultra-sônica, uma vez que vários autores destacam a grande discrepância entre a intensidade indicada no painel do aparelho e a intensidade emitida pelo transdutor. Em razão dessa necessidade, propôs-se o desenvolvimento de um método para a análise quantitativa da energia ultra-sônica através de balança semi-analítica. Para tanto, realizou-se a aferição de um aparelho em balança de pressão de radiação (modelo UPM- DT-1 digital, Ohmic lnstruments CO) com posterior calibração do mesmo. Numa fase seguinte, a energia ultra-sônica desse aparelho foi mensurada na balança semi-analítica. Como resultado obteve-se o valor de 0,085 gramas para a potência de 1,0 W, o qual permanece linear para as potências superiores. Conclui-se que se trata de uma metodologia acessível ao usuário de UST, permitindo assim a quantificação da energia ultra-sônica. |
| Palavras-chave: |
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dosimetria, ultra-som terapêutica, balança semi-analítica. |
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